Vitória alardeada por Trump sobre o Irã soa a concessão

  • 08/04/2026
(Foto: Reprodução)
EUA e Irã concordam com cessar-fogo; discussão de plano de paz começa na sexta-feira (10) Da retórica vulgar à apocalíptica, o presidente Donald Trump finalmente anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, que o deixou mais distante dos objetivos propagados há 40 dias para entrar em guerra contra o regime dos aiatolás. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias da guerra A vitória alardeada pelo presidente americano, após a dramática ameaça de extinção da civilização persa, ressoa a recuo e concessão, e esbarra em dois trunfos mantidos pelo Irã: o Estreito de Ormuz e o arsenal nuclear. Se os críticos ressaltaram o ultimato como mais um momento TACO do presidente - “Trump sempre amarela” -, o suposto recuo foi saudado como um suspiro coletivo de alívio em um dia traumático com hora marcada e contagem regressiva para a catástrofe mundial. Imagem feita por Inteligência Artificial mostra o rosto de Trump em um taco, prato típico mexicano Reprodução/X Trump conseguiu fazer o planeta girar em torno de seu eixo, mas a manobra terá um preço alto: o de recuperar a credibilidade dos EUA e a sua própria. Seus ultimatos e prenúncios do apocalipse passarão a ter valor reduzido no mercado da barganha. O plano de dez pontos a serem discutidos com o Irã implica o levantamento das sanções, o controle do regime sobre o Estreito de Ormuz, a liberação dos ativos congelados e a retirada militar dos EUA do Oriente Médio, antes rejeitados pelo governo Trump. Na versão em farsi, o Irã incluiu a frase “aceitação do enriquecimento do urânio” para seu programa nuclear, que sempre representou uma linha vermelha para os EUA e Israel. Donald Trump Kevin Lamarque/Reuters Objetivamente, as metas traçadas pelo governo americano para justificar a ofensiva militar não parecem ter sido alcançadas. Embora combalido com a morte de figuras proeminentes, o regime foi preservado sob uma liderança ainda mais intransigente, diferentemente do que Trump faz crer, de que negocia com atores “mais razoáveis”. “Isso deixa um governo teocrático, apoiado pela cruel Guarda Revolucionária Islâmica, no comando de uma população intimidada, castigada por mísseis e bombas, e que se encontra ainda sob o jugo de um regime familiar, mesmo que sob nova direção”, escreveu o analista David Sanger, do “New York Times”. A guerra também deu oportunidade ao Irã de reforçar o seu controle sobre o Estreito de Ormuz e desestabilizar a economia global. O regime se mantém desafiador: vangloriou-se da perspectiva de cobrar pedágio de embarcações que navegam pela via e estabelecer uma nova ordem para o corredor marítimo, fundamental para o petróleo e o gás. O desastre pode ter sido evitado e o conflito no Oriente Médio entrou no modo pausa pelas próximas duas semanas, mas a reputação dos EUA foi profundamente abalada pelos desvarios de Trump, que precisará empreender esforço hercúleo em sua estratégia de convencimento sobre a vitória. Conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã completa um mês

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/04/08/vitoria-alardeada-por-trump-sobre-o-ira-soa-a-concessao.ghtml


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