Trump pressiona Congresso por lei contra ‘cidades santuário’, que adotam políticas favoráveis a imigrantes
26/01/2026
(Foto: Reprodução) Agentes federais dos EUA matam a tiros mais uma pessoa em Minneapolis
A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira (26) que o presidente Donald Trump está pedindo ao Congresso dos Estados Unidos a aprovação de uma lei para acabar com as chamadas “cidades santuário”. Esses locais adotam políticas que limitam a cooperação com autoridades federais de imigração e se tornaram alvo de batidas de agentes do governo nos últimos meses.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
A declaração foi feita dois dias depois de um agente do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês) matar a tiros o enfermeiro Alex Pretti, no estado de Minnesota. Ele era cidadão americano e foi baleado várias vezes durante uma operação antimigração.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que as cidades norte-americanas precisam ser refúgios seguros apenas para quem cumpre a lei, e não para “criminosos perigosos em situação ilegal” que, segundo ela, “não pertencem” aos Estados Unidos.
“Os americanos, de forma esmagadora, querem exatamente o que o presidente Trump está entregando: fronteiras fortes e fiscalização rígida da imigração contra os piores imigrantes ilegais, dos quais ainda há centenas de milhares a serem deportados do interior do país”, disse.
Nova York, Los Angeles e Chicago são exemplos de cidades classificadas como santuário. Na prática, não existe uma lei federal que regulamente essas localidades, e essa classificação funciona apenas de forma simbólica.
Nessas cidades, é comum haver maior tolerância em relação a imigrantes em situação irregular. Em muitos casos, a polícia local não colabora com autoridades federais para deter estrangeiros sem autorização de permanência no país.
Ao defender ações como a de sábado, que resultou na morte de Pretti, Leavitt afirmou que forças policiais estaduais e locais precisam atuar em conjunto com autoridades federais.
A porta-voz afirmou ainda que ninguém no governo quer ver mortes nas ruas dos Estados Unidos e que o caso está sendo investigado pelo FBI e por autoridades de imigração. Segundo ela, os agentes envolvidos na operação serão interrogados.
LEIA TAMBÉM
Gregory Bovino, o rosto da truculência contra imigrantes em Minneapolis
Funcionários do Google, Meta, OpenAI e outras pedem que CEOs usem influência para pressionar governo contra o ICE
Trump conversa com governador de Minnesota após morte de cidadão americano em Minneapolis
Protestos contra o ICE em Nova York, em 8 de janeiro de 2026
REUTERS/Eduardo Munoz
VÍDEOS: mais assistidos do g1