Trump diz não saber mais se quer fazer acordo com Irã por fim da guerra no Oriente Médio
26/03/2026
(Foto: Reprodução) O presidente dos EUA, Donald Trump, observa durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, em Washington.
Evelyn Hockstein/Reuters
Em uma nova guinada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (26) não ter mais certeza de que quer fazer um acordo com o Irã para o fim da guerra no Oriente Médio.
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"Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas, e eles querem fazer um acordo porque foram . (...) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos", afirmou Trump durante reunião de gabinete.
O presidente dos EUA voltou a dizer que está negociando com o Irã e afirmou que o regime se contradisse em falas públicas recentes sobre a existência de tratativas de cessar-fogo.
Trump afirmou que "o Irã está implorando para fazer um acordo", mas disse que "eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo" com o Irã.
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O líder norte-americano também desmentiu relatos da imprensa dos EUA de que ele estaria desesperado para chegar a um cessar-fogo com o Irã. Segundo ele, o Exército norte-americano fez 99% do trabalho, e o Estreito de Ormuz seria o 1% restante.
"Nós dizimamos eles militarmente, não têm Marinha, Exército, um míssil ou outro. O problema no Estreito de Ormuz é: fizemos 99%, mas se o 1% permanecer ele pode ser no formato de um míssil disparado contra um navio de US$ 1 bilhão, e isso não pode acontecer", afirmou Trump.
O regime iraniano afirmou nesta quinta-feira que transmitiu aos EUA via mediador Paquistão uma resposta oficial sobre a proposta de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A resposta ocorreu na noite de quarta, horas após a mídia estatal ter dito que Teerã rejeitou a proposta, e apresentou sua própria contraproposta com cinco pontos.
Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que "nós rezamos por um acordo", durante pronunciamento à imprensa ao lado de Trump.
Na quarta-feira, o regime iraniano chamou o plano de Trump de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano.
"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV.
O que diz a contraproposta
Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem:
A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".
O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.
O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.
O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país
Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos
O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão
o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;
a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;
a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.