Repressão do ICE empurra progressistas dos EUA para as armas

  • 02/02/2026
(Foto: Reprodução)
Agentes do ICE lançam gas lacrimogênio contra manifestantes em Minneapolis, após registro de tiroteio, em janeiro de 2026. Abbie Parr/AP Uma nova tendência já é detectável entre os grupos considerados progressistas nos EUA. A tradicional aversão às armas de fogo cede lugar à defesa da Segunda Emenda da Constituição, que protege o direito legal dos cidadãos de portar esses equipamentos — postura geralmente alinhada aos conservadores. A procura por aulas de instrução para obter a licença e pela compra de armas aumentou em Minneapolis desde que o governo federal mandou cerca de três mil agentes à cidade para caçar imigrantes. Os assassinatos de dois cidadãos americanos — Renee Good e Alex Pretti — intensificou o movimento, constatou Steven Rogers, dono de uma empresa de segurança. “A maioria das pessoas tem medo do ICE. Há também aqueles que temem a violência generalizada”, ponderou ele à rede NBC. Em alguns estabelecimentos, a demanda de interessados em aprender a manejar armas quadruplicou após os distúrbios em Minneapolis. Grupos de tiro constatam a presença de pessoas que se identificam como progressistas, mas querem ter armas para se defender diante da truculenta política anti-imigratória do governo Trump. Câmera lenta: veja em detalhes como ICE agrediu, desarmou e matou enfermeiro nos EUA Esta tendência também se reflete no resto do país, especialmente em cidades consideradas democratas, alvos de batidas do Serviço de Imigração e Alfândega. Estima-se que um terço dos americanos tenha armas de fogo, totalizando cerca 500 milhões de equipamentos no país. Antes reservado a republicanos e homens, o interesse passou a envolver um número crescente de mulheres e pessoas LGBTQIA+, segundo detectaram comerciantes e instrutores. O enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, portava uma pistola quando foi morto com dez tiros por agentes federais. Tinha licença para usá-la e não a tirou do bolso. Mas o fato de estar armado foi usado como pretexto pelas autoridades federais para justificar a morte, enfurecendo os correligionários de Trump e os aliados da Associação Nacional de Rifles. Este argumento embaralhou o jogo e aparentemente pôs os dois grupos na mesma linha de frente — a de ter armas para defender-se —, realimentando o ciclo da violência. Morte de manifestante em Minnesota opõe grupos pró-armas e governo Trump Veja os vídeos que estão em alta no g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/blog/sandra-cohen/post/2026/02/02/o-efeito-ice-cresce-a-demanda-por-treinamento-e-porte-de-armas-entre-grupos-progressistas-nos-eua.ghtml


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