Quem eram os chefes militares do Irã mortos em ataques dos EUA e de Israel

  • 01/03/2026
(Foto: Reprodução)
Irã confirma a morte do seu líder supremo, Ali Khamenei Além do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, chefes militares do país também morreram em bombardeios atribuídos aos Estados Unidos e a Israel, segundo informou a mídia estatal iraniana neste domingo (1º). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp AO VIVO: ACOMPANHE a cobertura sobre o conflito em tempo real De acordo com a TV estatal e agências oficiais, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Mousavi, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, foram mortos em um ataque aéreo enquanto participavam de uma reunião do Conselho de Defesa, no sábado. As autoridades persas também relataram a morte do comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e de Ali Shamkhani, ligado ao Conselho de Defesa. A seguir, veja o perfil e a trajetória de cada um dos líderes militares mortos nos ataques. Abdolrahim Mousavi Aziz Nasirzadeh Mohammad Pakpour Ali Shamkhani Morte de Khamenei é confirmada Ataque ao Irã Abdolrahim Mousavi O comandante-em-chefe do Exército do Irã, major-general Abdolrahim Mousavi, observa durante um exercício militar em local não divulgado no Irã, nesta imagem divulgada em 25 de agosto de 2022. Exército iraniano/WANA (Agência de Notícias da Ásia Ocidental)/Divulgação via REUTERS Abdolrahim Mousavi havia assumido em 13 de junho o posto de chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, cargo máximo da estrutura militar do país. Ele substituiu Mohammad Bagheri, morto em junho do ano passado num ataque das Forças de Defesa de Israel. Pouco tempo depois de ser nomeado para o cargo, Mousavi passou a ser apontado como uma das vítimas dos ataques mais recentes. A morte, no entanto, só foi confirmada neste domingo pela imprensa estatal iraniana. Voltar ao início. Aziz Nasirzadeh Aziz Nasirzadeh ingressou na Força Aérea iraniana aos 19 anos e participou da Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988. Ao longo da carreira, ocupou posições de comando até ser escolhido, em 2021, como vice-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas. Com a eleição de Masoud Pezeshkian em 2024, foi indicado para o Ministério da Defesa. Voltar ao início. Mohammad Pakpour O comandante das forças terrestres da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Brigadeiro-General Mohammad Pakpour, participa de um desfile militar como parte da cerimônia que marca o dia anual do exército do país, em Teerã, em 17 de abril de 2024. ATTA KENARE/AFP O major-general Mohammad Pakpour foi nomeado comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) em junho do ano passado, em substituição ao major-general Hossein Salami, que também morreu em um ataque realizado por forças israelenses no mesmo período. Pakpour ascendeu na hierarquia da Guarda Revolucionária, comandando suas forças terrestres e a unidade especial Saberin antes de assumir o comando geral. Voltar ao início. Ali Shamkhani À esquerda, o principal responsável pela área de segurança do Irã, Ali Shamkhani; à direita, o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Mohamed bin Zayed Al Nahyan, durante encontro em Abu Dhabi, em 16 de março de 2023. WAM/Divulgação via REUTERS Ali Shamkhani ingressou na Guarda Revolucionária em 1979, logo após a Revolução Islâmica. Entre 1981 e 1988, atuou como vice-comandante da corporação. Ao longo das décadas, transitou por diferentes correntes políticas da República Islâmica. Em 2013, foi nomeado secretário do Conselho de Segurança. Antes disso, ocupou o cargo de ministro da Defesa no governo do presidente reformista Mohammad Khatami, que comandou o país por dois mandatos, de 1997 a 2005. Voltar ao início. Morte de Khamenei é confirmada Apresentador da TV estatal do Irã confirma emocionado morte de Khamenei; notícia é celebrada nas ruas de algumas cidades do país Horas antes, no final da noite de sábado (28), no horário de Brasília, o governo do Irã e a sua mídia estatal confirmaram a morte do aiatolá Ali Khamenei. Khamenei era o líder supremo do país. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia anunciado mais cedo que o líder supremo do Irã foi morto durante um bombardeio. Khamenei comandou o país por quase quatro décadas. A morte foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram. "O líder supremo da Revolução foi martirizado", diz a publicação. O gabinete do governo do Irã, cujo presidente é Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral. "É com profundo pesar e consternação que informamos que, após o ataque brutal do governo criminoso dos Estados Unidos e do regime abjeto sionista, o modelo de fé, luta e resistência, o líder supremo da Revolução Islâmica, sua eminência o grande aiatolá Ali Khamenei, alcançou a grande graça do martírio", diz nota. O texto classifica o episódio como um "crime" e diz que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo". "O sangue puro deste descendente do profeta fluirá como uma fonte impetuosa e erradicará a opressão e o crime americano-sionista. Desta vez, com toda a força e firmeza, e com o apoio da nação islâmica e dos homens livres do mundo, faremos com que os autores e mandantes deste grande crime se arrependam". Segundo a agência estatal, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã deste sábado. "Os meios de comunicação ligados ao regime sionista e à reação regional alegaram repetidamente que, por medo de assassinato, o líder da Revolução vivia em um local seguro e escondido. Seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade dessas alegações e da guerra psicológica do inimigo", completa a nota. A agência também compartilhou o comunicado das Guardas Revolucionárias do Irã, que lamentaram a morte. "O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica, as Forças Armadas da República Islâmica e o vasto Basij (milícia popular) continuarão poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo". O apresentador da TV estatal iraniana anunciou a morte de Khamenei emocionado. Veja no vídeo abaixo. Em uma rede social, Trump afirmou que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel. Segundo ele, “não havia nada” que o líder supremo pudesse fazer. “Khamenei, uma das pessoas mais malignas da História, está morto. Isso não é apenas justiça para o povo do Irã, mas para todos os grandes americanos e para pessoas de muitos países ao redor do mundo que foram mortas ou mutiladas por Khamenei e seu bando de capangas sanguinários”, escreveu Trump. Na Truth Social, Trump afirmou que os bombardeios contra o Irã vão continuar para alcançar “paz no Oriente Médio e no mundo”. Ele disse esperar que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança se unam à população para “devolver grandeza” ao país. "Este é o maior momento para o povo iraniano retomar o próprio país. Estamos ouvindo que muitos integrantes da Guarda Revolucionária (IRGC), das Forças Armadas e de outras forças de segurança e polícia já não querem lutar e estão buscando imunidade de nossa parte", afirmou. Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou haver indícios de que Khamenei estava morto. Segundo ele, forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo. Voltar ao início. Ataque ao Irã Imagem de satélite mostra fumaça preta subindo e grandes danos no complexo do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, após ataque Pleiades Neo (c) Airbus DS 2026/Divulgação via REUTERS Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã deste sábado. A ação deixou 201 mortos e 747 feridos, segundo a imprensa iraniana com base em informações da rede humanitária Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio. O Exército dos Estados Unidos informou que nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano afirmou ainda que os danos às bases militares dos EUA no Oriente Médio, após a retaliação iraniana, foram “mínimos”. O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança, informou a agência estatal iraniana Tasnim. Em pronunciamento, Netanyahu declarou que a ofensiva contra o Irã matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano. Segundo ele, "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias. No mesmo pronunciamento, Netanyahu fez um apelo direto à população do Irã para que se levante contra o regime e vá às ruas para protestar. “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”, afirmou. Em inglês, Netanyahu acrescentou: “A ajuda chegou”, em referência a uma publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em janeiro, o norte-americano afirmou que estava enviando “ajuda” a manifestantes que protestavam contra Khamenei. O que se sabe do ataque de EUA e Israel: Agências de notícias informaram que mísseis atingiram áreas próximas ao palácio presidencial e a instalações usadas pelo líder supremo em Teerã, capital do Irã. Segundo a agência estatal iraniana Fars, explosões também foram ouvidas nas cidades de Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, todas em diferentes regiões do país. Exército israelense afirma ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", incluindo lançadores de mísseis. O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, morreram nos ataques israelenses, segundo três fontes ouvidas pela agência Reuters. O que se sabe sobre a retaliação do Irã: Em resposta, o Irã lançou mísseis e drones contra o território israelense, onde sirenes de alerta foram acionadas. Diversas explosões foram ouvidas em outros países da região, como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes — países que têm bases norte-americanas. Vários prédios residenciais foram atingidos no Bahrein, segundo o governo local. Em comunicado, os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado vários mísseis iranianos e que uma pessoa morreu na capital Abu Dhabi. Uma explosão também foi ouvida em Dubai, segundo testemunhas. Sistemas de defesa antimísseis foram acionados por Israel e pelos países do Golfo. 4 pessoas morreram na Síria após míssil iraniano atingir um prédio, informa a agência Reuters. Voltar ao início.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/03/01/quem-eram-os-chefes-militares-do-ira-mortos-em-ataques-dos-eua-e-de-israel.ghtml


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