Partido Missão antecipa convenção e oficializa Renan Santos como candidato à Presidência
20/07/2026
(Foto: Reprodução) Renan Santos antecipa confirmação de candidatura à Presidência
O Partido Missão realizou nesta segunda-feira (20), em formato online e sem transmissão ao vivo, a convenção partidária que oficializou o empresário e ativista político Renan Santos como candidato à Presidência da República. O candidato a vice será Aroldo Medina, militar da reserva.
É a primeira candidatura presidencial confirmada em convenção. Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) deverão fazer o mesmo nas próximas duas semanas.
Segundo Renan Santos, a decisão foi tomada por orientação da equipe de segurança da pré-campanha diante de uma escalada de ameaças atribuídas a facções criminosas.
Como candidato, Renan ganha proteção da Polícia Federal. Ele afirmou ter interrompido uma agenda no Ceará recentemente após receber ameaças de duas facções. Também relatou episódios em São Paulo, onde mora, e no Rio de Janeiro, onde teria sido alvo de ameaças durante uma atividade pública.
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"Estar com a Polícia Federal não é mais uma questão de conveniência ou até de redução de gastos, dado que equipes privadas são mais caras. É uma questão de sobrevivência", afirmou o candidato em um vídeo divulgado por sua equipe de campanha.
As convenções partidárias estão liberadas a partir desta segunda-feira (20) e devem ser realizadas até 5 de agosto.
Nelas, os filiados de partidos políticos escolhem os candidatos que vão disputar cada cargo nas eleições deste ano: presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital (no caso do DF). Entenda como funcionam esses encontros.
Na sequência, as candidaturas devem ser enviadas à Justiça Eleitoral para registro até 15 de agosto.
Evento em São Paulo no dia 1º de agosto
Embora tenha adiantado a convenção, o Missão mantém programado para o dia 1º de agosto um evento em São Paulo para apresentar a candidatura de Renan e suas propostas, reunidas em um documento chamado Livro Amarelo.
Em um post na rede social X, Renan comentou a sua candidatura e a escolha do vice:
"É oficial: partido Missão me indicou como CANDIDATO à presidência da República. Junto comigo vem meu vice, Aroldo. Bora vencer e honrar essa missão!"
Quem é Renan Santos
Pré-candidato do Missão à Presidência da República, Renan Santos
Reprodução
Renan Santos tem 42 anos, é ativista político, empresário e uma das lideranças do Movimento Brasil Livre (MBL), que fundou em 2014 ao lado do deputado federal Kim Kataguiri.
Entre 2015 e 2016, participou de protestos que pediam o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, entre eles a chamada "Marcha pela Liberdade", que caminhou de São Paulo a Brasília.
Paulistano, cursou Direito na Universidade de São Paulo (USP), sem concluir o curso.
Junto com os demais integrantes do MBL, Fundou o partido Missão, com mais de 800 mil assinaturas recolhidas — recorde entre novas legendas no país.
O partido teve o registro concedido pela Justiça Eleitoral no fim do ano passado e participará de sua primeira eleição. Até o momento, não anunciou alianças com outras legendas.
Renan Santos diz que a segurança pública e o combate ao crime organizado são os temas centrais de sua candidatura e de seu projeto para o Brasil.
Ele defende o endurecimento de penas para crimes violentos, medidas para acabar com o controle territorial de facções criminosas e a implementação do que chama de "Direito Penal do Inimigo".
Segundo a proposta, trata-se de um mecanismo jurídico que passa a considerar integrantes de facções como "inimigos do Estado", "eliminando a presunção de inocência para quem for identificado como integrante dessas organizações ou portar fuzis".
Outras propostas de Renan são condicionar a reeleição de prefeitos ao cumprimento de metas; substituir a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) por um regime de negociação direta entre contratante e contratado; extinguir a Justiça do Trabalho; criar uma reserva nacional em criptomoedas; e aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com um corte radical de gastos para economizar R$ 3,3 trilhões em dez anos.
A pesquisa Quaest mais recente, da semana passada, aponta que ele tem 3% das intenções de voto no cenário de 1º turno.