Países da Europa anunciam reforço da segurança no Ártico após ameaça de Trump; Groenlândia agradece apoio
18/01/2026
(Foto: Reprodução) Trump ameaça impor tarifaço contra países que forem contra anexação da Groenlândia pelos EUA
Países da Europa anunciaram neste domingo (18) que fortalecerão a segurança no Ártico em apoio à Groenlândia, diante das ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump de anexar a ilha.
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Em um comunicado conjunto, Dinamarca, Alemanha, França, Reino Unido, Noruega, Suécia, Finlândia e Holanda disseram que seguem comprometidos com a defesa da Groenlândia, ilha semiautônoma pertencente à Dinamarca.
"Como membros da Otan, estamos empenhados em fortalecer a segurança do Ártico como um interesse transatlântico comum", disse o comunicado.
Também neste domingo, o governo da Groenlândia agradeceu às nações europeias por manterem seu apoio à ilha ártica.
➡️ França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus já enviaram esta semana pequenos grupos de militares à Groenlândia a pedido da Dinamarca, o que levou Trump a ameaçar impor tarifas comerciais a oito aliados europeus até que os EUA sejam autorizados a comprar a ilha.
No sábado (17), líderes europeus alertaram para uma "perigosa espiral descendente" devido à ameaça de tarifas de Trump, prometendo manter seu apoio à Groenlândia e à soberania da Dinamarca. Embaixadores dos 27 países da União Europeia se reunirão no domingo para discutir sua resposta à ameaça de tarifas.
"Vivemos tempos extraordinários que exigem não apenas decência, mas também muita coragem", disse a ministra da Groenlândia, Naaja Nathanielsen, responsável pelos setores de negócios, energia e minerais da ilha, em um comunicado.
"O que nossos países têm em comum é que todos concordamos que o papel da Otan no Ártico deve ser fortalecido, e estou ansioso para discutir como isso será feito", disse o Ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lökke Rasmussen, em um comunicado.
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Protestos
Manifestantes fazem protestos em Copenhague, na Dinamarca, contra a intenção dos EUA de anexarem a Groenlândia, em 26 de janeiro de 2026.
Tom Little/ Reuters
Mulher traja boné com dizeres "Faça a América ir embora", durante protesto em Copenhague, em 17 de janeiro de 2026.
Tom Little/ Reuters
Milhares de manifestantes na Dinamarca e na Groenlândia protestaram no sábado (17) contra o plano de Trump de anexar a ilha do Ártico. O maior ato ocorreu nas ruas de Copenhague, a capital dinamarquesa (veja imagens acima).
Trump afirma que a Groenlândia é vital para a segurança dos EUA devido à sua localização estratégica e depósitos minerais, e não descartou o uso da força para conquistá-la, aumentando o alerta na Europa com a perspectiva de um confronto direto entre os países da Otan.
As próprias empresas da Groenlândia provavelmente não sofrerão um impacto significativo das tarifas americanas, disse presidente da Associação Empresarial da Groenlândia, Christian Keldsen.
"O objetivo, portanto, não parece ser a Groenlândia, mas sim pressionar nossos aliados europeus da Otan", escreveu Keldsen no LinkedIn, agradecendo aos governos por se manterem firmes.
Nórdicos apoiam Dinamarca
Navio de guerra da Otan navega durante treinamento militar no Ártico em janeiro de 2025.
Divulgação/Otan
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, também respondeu à ameaça de Trump.
"Não nos deixaremos chantagear", disse Kristersson.
O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou que o esforço liderado pela Dinamarca para reforçar a defesa da Groenlândia é uma parte importante do fortalecimento da segurança geral no Ártico. Stubb afirmou ainda que os aliados devem resolver suas diferenças por meio do diálogo, e não da pressão.
"O diálogo com os Estados Unidos continua. Tarifas prejudicariam a relação transatlântica e poderiam levar a uma espiral descendente perigosa", disse o presidente em um comunicado.
O primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Stoere, afirmou que há um amplo consenso na Otan para fortalecer a segurança no Ártico.
"Ameaças não têm lugar entre aliados. A posição da Noruega é firme: a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca", afirmou Stoere em comunicado.
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