Pai que matou 7 filhos e outra criança nos EUA estava se divorciando e também atirou na esposa, diz imprensa americana
20/04/2026
(Foto: Reprodução) Atirador mata oito crianças dos Estados Unidos
O homem que matou seus sete filhos e uma oitava criança em Shreveport, no estado da Louisiana (EUA), estava se divorciando da mãe deles e havia relatado "pensamentos sombrios" a familiares, afirmam jornais americanos. Shamar Elkins, de 31 anos, cometeu o crime na manhã de domingo (19), em um episódio classificado pelas autoridades como "distúrbio doméstico".
As vítimas tinham idades entre 1 e 14 anos. Antes de atirar nelas, Elkins chegou a balear a esposa, Shaneiqua Pugh, e outra mulher, que continuam hospitalizadas em estado crítico na manhã desta segunda-feira (20).
Este é considerado o ataque a tiros mais letal nos Estados Unidos nos últimos dois anos.
Relatos de instabilidade emocional
Vítimas no massacre na Louisiana tinham entre 1 e cerca de 14 anos.
AP/Gerald Herbert
De acordo com depoimentos de familiares à imprensa internacional, o estado mental de Elkins vinha se deteriorando. O padrasto do atirador afirmou ao "The New York Times" que, em uma ligação recente, o enteado chorou e disse que estava "se afogando" em pensamentos negativos, chegando a declarar que "algumas pessoas não voltam de seus demônios".
O cunhado de Elkins, Troy Brown, reforçou ao "The Washington Post" que o homem parecia estar "perdendo o juízo" devido à possibilidade de perder a esposa. O casal, inclusive, teria uma audiência judicial marcada para esta segunda-feira (20).
Dinâmica do ataque e morte do atirador
A polícia informou que os ataques começaram antes do amanhecer em um bairro ao sul do centro de Shreveport, quando o suspeito atirou nas duas mulheres e depois se dirigiu ao outro local, "onde esse ato hediondo foi cometido", afirmam os investigadores.
Sete crianças foram mortas dentro da segunda casa, e outra foi encontrada morta no telhado, aparentemente após tentar escapar.
A deputada estadual Tammy Phelps disse que algumas crianças tentaram fugir pela porta dos fundos. "Não consigo nem imaginar o que os policiais e os socorristas enfrentaram quando chegaram aqui hoje", disse ela em uma coletiva de imprensa.