Novo chefe da repressão a imigrantes em Minnesota diz que estuda reduzir agentes do ICE no estado
29/01/2026
(Foto: Reprodução) 'Czar da fronteira' Tom Homan
g1
O novo chefe das operações contra imigrantes em Minnesota, o "czar da fronteira" do governo dos EUA Tom Homan, disse nesta quita-feira (29) que deve reduzir o número de agentes do Serviço de Imigranção e Fronteira (ICE, na sigla em inglês) no estado.
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Em seu primeiro pronunciamento desde que assumiu o comando da repressão a imigrantes em Minnesota, Homan afirmou que costura acordos com autoridades estaduais e locais que poderiam levar a uma redução do efetivo do ICE.
"Essa é uma cooperação de bom senso que permite reduzir o número de pessoas que temos aqui", disse Homan.
Ele afirmou ainda que vai 'profissionalizar' os agentes que permanecerem no estado e castigará quem não cumprir os novos padrões de conduta.
Na segunda-feira (26), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que enviaria Homan a Minnesota, em substituição a Gregory Bovino, considerado mais linha dura e que comandava as operações no estado norte-americano.
A mudança foi a resposta de Trump aos protestos por conta da morte do enfermeiro Alex Pretti, após ser alvejado por tiros de agentes de imigração que atuavam em Minneapolis.
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Ex-agente da patrulha de fronteira dos Estados Unidos, Tom Homan foi encarregado por Donald Trump de cumprir a promessa do presidente dos EUA de realizar a maior campanha de deportação da história do país logo no começo de seu segundo mandato.
Conhecido como "czar da fronteira", Homan iniciou o trabalho em ritmo acelerado e, após centenas de deportações apenas na primeira semana do novo governo, afirmou na TV:
"É um grande começo, mas não terminamos. Precisamos de mais deportações, muitas mais. E estamos trabalhando nisso".
Durante o primeiro mandato de Trump, ele foi muito criticado por ser um dos defensores da separação de crianças de famílias que imigraram ilegalmente para o país.
No novo governo ficou responsável pela fiscalização das fronteiras com o México e o Canadá, além da segurança marítima e aérea voltada ao tema imigratório.