Navio de guerra dos EUA intercepta petroleiros que tentavam sair do Irã, diz agência
14/04/2026
(Foto: Reprodução) Exército americano diz que nenhum navio passou pelo Estreito de Ormuz em 24h
Um navio de guerra dos Estados Unidos interceptou nesta terça-feira (14) dois petroleiros que tentavam deixar o Irã, segundo a agência Reuters. O caso aconteceu um dia após o bloqueio imposto pelo presidente Donald Trump entrar em vigor
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As embarcações haviam partido do porto de Chabahar, no Golfo de Omã, e foram contatadas por rádio com uma ordem de retorno, disse uma autoridade americana ouvida pela Reuters. Não está claro se houve outros avisos.
A autoridade americana afirmou que os dois petroleiros estão entre os seis navios mercantes que, segundo o Comando Central dos EUA, obedeceram à ordem de "dar meia-volta para retornar a um porto iraniano no Golfo de Omã".
O Comando Central disse que nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio desde que ele entrou em vigor, na segunda-feira (13), às 11h em Brasília. Já o jornal The Wall Street Journal disse que mais de 20 navios fizeram a travessia.
Trump ordenou o bloqueio para pressionar o Irã economicamente e liberar o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O presidente espera que a medida force Teerã a aceitar os termos dos EUA para encerrar a guerra.
O bloqueio é uma operação de grande escala, que envolve mais de 10 mil militares americanos, vários navios de guerra e dezenas de aeronaves, segundo os EUA.
As Forças Armadas afirmam que vão garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz para embarcações em trânsito, desde que não tenham como destino ou origem o Irã.
Se a estratégia de Trump funcionar, ele pode eliminar o principal instrumento de pressão do Irã nas negociações com os EUA e reabrir o estreito ao comércio global. Mas especialistas afirmam que um bloqueio é um ato de guerra e exige um compromisso prolongado, com grande número de navios.
A medida também pode provocar nova retaliação de Teerã e aumentar a pressão sobre um cessar-fogo já frágil.
O especialista Noam Raydan, do Washington Institute for Near East Policy, afirmou que é provável haver retaliação iraniana caso o bloqueio seja bem-sucedido e se prolongue. Ele citou ameaças do Irã de atacar países do Golfo que abrigam forças americanas e ataques anteriores a navios.
"Estamos em um período de testes", disse Raydan.
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O navio americano USS Frank E. Petersen Jr. no Mar Arábico em 18 de março de 2026
U.S. Navy via REUTERS
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