Ministro israelense defende 'migração' de palestinos da Cisjordânia

  • 18/02/2026
(Foto: Reprodução)
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich. Amir Cohen/Reuters O ministro israelense das Finanças, o ultradireitista Bezalel Smotrich, afirmou que é favorável a "estimular a migração" dos palestinos da Cisjordânia ocupada e da Faixa de Gaza, informou a imprensa de Israel. "Eliminaremos a ideia de um Estado árabe terrorista", disse Smotrich em um evento organizado por seu partido, Sionismo Religioso, na noite de terça-feira (17). "Anularemos formalmente e em termos práticos os malditos Acordos de Oslo e empreenderemos o caminho rumo à soberania, enquanto incentivamos a emigração tanto de Gaza quanto de Judeia e Samaria", afirmou, utilizando as palavras habituais em Israel para fazer referência à Cisjordânia. "Não há outra solução de longo prazo", acrescentou Smotrich, que vive em uma colônia na Cisjordânia. Na semana passada, o governo israelense aprovou um plano para facilitar seu controle sobre terras administradas pela Autoridade Palestina segundo os Acordos de Oslo, em vigor desde a década de 1990. LEIA TAMBÉM: Israel vai ampliar controle na Cisjordânia e facilitar compra de terras por colonos, dizem veículos Veja os vídeos que estão em alta no g1 As medidas incluem um processo para registrar terras na Cisjordânia como "propriedade estatal" e facilitar a compra direta de terrenos por israelenses judeus. O plano gerou uma onda de indignação internacional. Na terça-feira, missões de 85 países na ONU condenaram as medidas que, segundo os críticos, equivalem a uma anexação de fato do território palestino. "Condenamos veementemente as decisões e medidas unilaterais de Israel destinadas a expandir sua presença ilegal na Cisjordânia", afirmaram em um comunicado. "Estas decisões contrariam as obrigações de Israel com base no direito internacional e devem ser revertidas imediatamente. (...) Destacamos nossa firme oposição a qualquer forma de anexação", acrescenta o texto. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu na segunda-feira (16) a Israel para reverter sua política de registro de terras, que chamou de "desestabilizadora" e "ilegal". A Cisjordânia constituiria a maior parte de qualquer futuro Estado palestino, mas vários integrantes da direita religiosa de Israel a consideram terra israelense. O atual governo israelense acelerou a expansão dos assentamentos, com a aprovação do número recorde de 52 novas colônias em 2025. Excluindo Jerusalém Oriental, anexada por Israel, mais de 500.000 israelenses vivem em assentamentos e postos avançados na Cisjordânia, que, segundo o direito internacional, são ilegais.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/18/ministro-israelense-defende-migracao-de-palestinos-da-cisjordania.ghtml


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