(Foto: Reprodução) Lula publica vídeo de encontro com o presidente Donald Trump
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca nesta quinta-feira (7).
Lula chegou ao local por volta de 12h20 (horário de Brasília) e foi recebido pelo líder norte-americano (veja no vídeo acima divulgado pela equipe do petista).
AO VIVO: Acompanhe a visita de Lula a Trump na Casa Branca
Segundo informações do Planalto, os dois se reuniram no salão oval para uma breve conversa acompanhado das equipes. A conversa durou pouco mais de uma hora, e as comitivas seguiram para o almoço.
Cardápio do almoço de Lula e Trump na Casa Branca
Casa Branca / Divulgação
Comitiva tem 5 ministros e diretor-geral da PF
Lula desembarcou em Washington na noite desta quarta-feira (6) e deve retornar a Brasília ainda nesta quinta.
Cinco ministros participam da reunião do lado brasileiro:
Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores
Dario Durigan, ministro da Fazenda
Márcio Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
A comitiva também inclui o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Mas, ele não entrou na reunião.
O grupo que viaja aos EUA foi montado com foco em temas sensíveis da agenda bilateral, como comércio, terras raras, combate ao crime organizado, conflitos internacionais, a investigação americana sobre o PIX, regulação das big techs e o cenário eleitoral brasileiro.
Do lado norte-americano, vários representantes da alta cúpula do governo também estão presentes. A lista inclui:
J.D. Vance, vice-presidente
Susie Wiles, chefe de Gabinete
Scott Bessent, secretário do Tesouro
Jamieson Greer, representante de Comércio
Howard Lutnick, secretário do Comércio
Mudança de planos
Lula pediu para inverter ordem da agenda com Trump
Em um primeiro momento, a programação preliminar enviada ao governo brasileiro previa uma rápida passagem pelo Salão Oval para uma declaração à imprensa. Em seguida, Lula e Donald Trump teriam uma reunião reservada.
No entanto, a pedido do presidente brasileiro, a ordem foi invertida. Os dois estão conversando reservadamente, antes da entrada da imprensa no salão. Este não é o protocolo tradicional das visitas de trabalho na Casa Branca, mas o pedido de Lula foi atendido.
Em seguida, está previsto um almoço. Ao retornar para a embaixada, onde Lula está hospedado, o presidente brasileiro deve dar uma coletiva de imprensa.
Reunião de trabalho
Lula e Trump se encontram na Casa Branca
Reprodução
Esta é a segunda vez que os dois se encontram para tratar de temas de interesse entre os dois países. A agenda será uma reunião de trabalho, e não tem status de visita de Estado formal.
A primeira ocorreu em outubro do ano passado na Malásia, na esteira da imposição de tarifas de 50% sobre a exportação de produtos brasileiros para os EUA e de sanções a autoridades brasileiras em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde então, Lula e Trump têm conversado por meio de telefonemas e também feito declarações públicas sobre a relação entre os dois países.
O telefonema mais recente foi na última sexta-feira (1º). Lula recebeu uma ligação de Trump e a conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Durante a ligação, Lula se colocou à disposição para viajar aos Estados Unidos e realizar o encontro presencial.
Lula e Trump se falaram por telefone antes de viagem aos EUA
A reunião é vista por fontes da diplomacia brasileira como um passo para normalizar as relações comerciais entre os dois países, após um período de incertezas e tarifas de importação.
Também fazem parte da delegação integrantes das equipes econômica e diplomática, além de auxiliares diretos do Palácio do Planalto, que devem acompanhar as discussões e prestar suporte técnico durante as reuniões.
O encontro entre Lula e Trump ocorre sem o status de visita de Estado, sendo classificado como uma reunião de trabalho.
A viagem a Washington vinha sendo articulada desde março, mas acabou adiada em meio à escalada da guerra no Oriente Médio e com o envolvimento dos Estados Unidos no conflito.