Lula diz que foi pego de 'surpresa' com tarifas propostas e que vai enviar nova carta a Trump

  • 03/06/2026
(Foto: Reprodução)
'Queremos fortalecer relação com os EUA', diz Lula em reunião ministerial O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (3) que não foi comunicado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos sobre as propostas de novas tarifas comerciais a produtos brasileiros, e que pretende enviar uma nova carta a Donald Trump. Ele disse que foi surpreendido pelo anúncio e que o país "não pode aceitar" o tratamento que os Estados Unidos deram ao Brasil. "Na última reunião, quando eu estive lá [...] tivemos uma conversa com o Trump de três horas, e entregamos os assuntos que o Brasil quer discutir. Na hora da relação comercial, houve uma divergência entre o meu ministro e o ministro do comércio deles, eu propus ao Trump: 'Já que não tem acordo entre os dois ministros, vamos dar trinta dias para que eles se entendam'". O petista relatou ter dito a Trump que, se estiver errado, não tem problema em voltar atrás. Mas, caso contrário, o norte-americano teria que recuar. Esse prazo de um mês ainda não terminou, segundo Lula. "Não se concluiu nada. Por isso, a nossa surpresa com a decisão de mais um comunicado, de mais uma taxação com relação ao Brasil", prosseguiu. O presidente deu a declaração durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Durante a fala inicial, Lula reforçou discursos anteriores, em que criticou o Secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, e o chamou de "latinoamericano frustrado". LEIA TAMBÉM: Em reunião ministerial, Lula cobra equipe sobre entregas antes das eleições e exibe frase: 'O PIX é do Brasil' Lula afirma que tratamento dado pelos EUA é inaceitável e diz que pessoas tentam trair o Brasil com 'interesses rasteiros' e eleitorais Lula conduz reunião ministerial com frase 'O PIX é do Brasil' exibida em telão Reprodução/Canal Gov Lula também disse que entregou pessoalmente a Trump quatro documentos "muito importantes sobre a relação com o Brasil". Os papéis traziam relatos do governo sobre temas como combate a facções criminosas, exploração de terras raras e sobre a guerra no Irã. "Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles de ontem, e a de antes de ontem". Uma investigação do escritório norte-americano concluiu, na terça-feira (2), que 60 países, entre eles o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Como resposta, o governo americano propôs a aplicação de tarifas adicionais de 12,5% sobre todos os produtos desses países. Essa sobretaxa, segundo o Ministério das Relações Exteriores, deve se somar à taxa proposta em outro relatório dos EUA, divulgado na segunda-feira (1º), que acusa o governo brasileiro de adotar práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os norte-americanos. ➡️ O primeiro texto previa a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. O segundo, um adicional de 12,5%. Portanto, a sobretaxa passaria para 37,5%, próximos aos 40% impostos no ano passado — caso entre em vigor. Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Anúncio à imprensa sobre a inauguração do Instituto Federal Goiano – Campus Catalão, em Catalão - GO Ricardo Stuckert / PR Críticas a Flávio Bolsonaro Sem citar Flávio, Lula disse que há um "imbecil" que não percebe que medidas como a taxação de produtos brasileiros vai prejudicar o país, e não um adversário nas urnas. "O que é mais triste, é que tem brasileiros — que eu não vou citar nomes aqui — brasileiros fomentando essa briga, na perspectiva de que se ele taxar a gente ele vai prejudicar uma candidatura à Presidência da República. Mas o que um imbecil desses não percebe é que quem é prejudicado é o povo, não o Lula", disse. "Ou seja, pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura, ou de levar vantagem, é de uma grosseria que eu não posso encontrar outro nome, a não ser dizer: em qualquer outro mundo, em qualquer outro momento histórico, isso seria chamado de traição da pátria. É o que eles fizeram, não tem explicação", prosseguiu. O petista, então, defendeu o fim dos conflitos armados no mundo. Ele reiterou que o país quer "paz", e disse que ainda pretende enviar um comunicado diretamente a Trump. "Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump. Vou escrever quantos artigos forem necessários escrever na imprensa americana e na imprensa mundial, para mostrar que eles estão errados, que eles estão equivocados, e que eles estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária", afirmou.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/06/03/lula-admite-que-foi-pego-de-surpresa-com-comunicados-dos-eua-propondo-novo-tarifaco.ghtml


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