Jeffrey Epstein: quem foi, quais crimes cometeu e como o Brasil aparece no caso

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
Justiça dos EUA libera mais 3 milhões de arquivos do caso Epstein O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou na sexta-feira (30) mais de 3 milhões de páginas do caso do bilionário Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de tráfico sexual. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Segundo as investigações, o empresário abusou de dezenas de meninas menores de idade no início dos anos 2000. Ele foi preso em 2019, mas morreu um mês depois dentro da prisão. As autoridades concluíram que Epstein tirou a própria vida. Os novos arquivos citam diversos famosos e personalidades americanas que faziam parte do círculo do bilionário. Os documentos também trazem menções ao Brasil. Nesta reportagem você vai ver: Como funcionava o esquema? Investigação e prisão Quais nomes foram revelados? O que revelam os novos documentos? Onde o Brasil aparece? Por que Trump tornou o caso público? 1. Como funcionava o esquema? Jeffrey Epstein Jornal Nacional/ Reprodução Segundo a acusação, entre 2002 e 2005, Epstein pagava centenas de dólares em dinheiro para que meninas fossem até imóveis dele e realizassem atos sexuais. As menores também eram contratadas para recrutar outras garotas para a mesma finalidade. Dezenas de mulheres acusaram Epstein de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a seus convidados em uma ilha particular no Caribe e nas casas que ele tinha em Nova York, na Flórida e no Novo México. Segundo o governo dos Estados Unidos, o bilionário explorou sexualmente mais de 250 meninas menores de idade. Voltar ao início. 2. Investigação e prisão Jeffrey Epstein, preso por crimes sexuais, em fotografia tirada pela Divisão criminal de justiça de Nova York New York State Division of Criminal Justice Services/Handout/File Photo via REUTERS Epstein foi investigado pela primeira vez em 2005, após a polícia de Palm Beach, na Flórida, receber denúncias de abusos sexuais contra garotas menores de idade. Na época, ele alegou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos. Segundo a acusação, o bilionário abusou de menores ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Já em 2008, ele se declarou culpado do crime de exploração de menores e fechou um acordo para cumprir 13 meses de prisão e pagar indenizações às vítimas. Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida alegou que o acordo era ilegal. Em julho do mesmo ano, ele foi preso e criminalmente acusado por abuso de menores e por operar uma rede de exploração sexual. À época, promotores federais argumentaram que Epstein deveria permanecer detido até o julgamento. Eles argumentaram que a "riqueza exorbitante" do empresário, além da posse de aviões privados e os laços internacionais que ele tinha, poderiam facilitar uma fuga. Epstein foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019. A autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes de morrer, o bilionário assinou um testamento deixando um patrimônio avaliado em mais de US$ 577 milhões. Após a morte do empresário, as acusações contra ele foram retiradas. No entanto, os procuradores afirmaram que poderiam acusar outras pessoas envolvidas no esquema. Advogados das vítimas também prometeram buscar indenização nos tribunais. Voltar ao início. 3. Quais nomes foram revelados? O ex-presidente Bill Clinton em discurso na convenção democrata, em 21 de agosto de 2024 REUTERS/Kevin Wurm Em 2024, o caso ganhou novas dimensões após a divulgação de documentos judiciais. À época, descobriu-se que mais de 150 nomes foram citados no processo. Os arquivos revelados fazem parte de um processo de difamação movido por Virginia Giuffre, principal acusadora de Epstein, contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada do bilionário. Ghislaine foi condenada por recrutar meninas menores de idade para a rede de exploração sexual do bilionário. Entre os nomes citados no caso estão o de Bill Clinton, ex-presidente dos Estados Unidos, e o do príncipe britânico Andrew. Em depoimento de 2016, uma das vítimas relatou que Epstein mencionou que Clinton "gostava de jovens". Um porta-voz do ex-presidente confirmou que ele viajou no avião particular de Epstein, mas negou qualquer envolvimento com os "crimes terríveis" do milionário. Outra testemunha relatou que, em 2001, o príncipe Andrew colocou a mão em seu seio durante um encontro na casa de Epstein em Manhattan. O próprio Andrew negou qualquer envolvimento. Apesar de não enfrentar acusações criminais, príncipe perdeu a maioria de seus títulos reais. Em 2023, ele fechou um acordo judicial com Virginia Giuffre por uma quantia não revelada e negou envolvimento no caso. Voltar ao início. 4. O que revelam os novos documentos? Os novos arquivos reúnem 180 mil imagens e mais de 2 mil vídeos. Os documentos trazem detalhes do período em que Epstein esteve preso e também sobre a morte dele. Os papéis citam ainda a ligação entre o bilionário e uma pessoa identificada como “O Duque”, que se acredita ser o príncipe Andrew. E-mails indicam que os dois discutiram um jantar no Palácio de Buckingham e mencionam uma oferta para apresentar ao “Duque” uma mulher russa de 26 anos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aparece citado várias vezes nos arquivos. Em um dos casos, há uma denúncia de um suposto estupro que Trump teria cometido contra uma garota menor de idade. O presidente nega as acusações, e a denúncia foi retirada em 2016. Na segunda-feira (2), Trump negou amizade com Epstein e ameaçou processar opositores que o associam ao caso. Ainda assim, é de conhecimento público que os dois mantiveram proximidade entre as décadas de 1990 e 2000. Trump já declarou que conhecia Epstein, mas afirmou ter rompido a relação depois que o escândalo sexual veio à tona. Em documentos divulgados anteriormente, o nome de Trump já havia surgido em registros de voos de uma aeronave de Epstein e em uma carta de aniversário que teria enviado ao milionário no início dos anos 2000, com o desenho de uma mulher nua. Voltar ao início. 5. Onde o Brasil aparece? O Brasil é citado em alguns dos documentos liberados recentemente. Parte dos arquivos menciona a relação de Epstein com um “agente” que teria conseguido garotas menores de idade para o bilionário quando ele esteve no país a trabalho. A BBC revelou que ao menos quatro brasileiras, incluindo adolescentes, teriam sido levadas para uma festa em uma das casas de Epstein nos Estados Unidos. Antes disso, a emissora britânica já havia informado que pelo menos 50 brasileiras passaram pela mansão do bilionário. Em um e-mail de 2016, Epstein discutiu com outra pessoa a possibilidade de comprar uma agência de modelos no Brasil. Ele também cogitou a criação de um concurso de beleza com milhares de garotas e um investimento de US$ 500 mil. Em outra troca de mensagens, um parceiro do bilionário afirmou ter interesse em formar uma sociedade para comprar uma revista de moda no país. Os arquivos mostram ainda que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi elogiado em uma troca de e-mails. O presidente Lula também é mencionado. Segundo os documentos, essas citações não têm relação com o escândalo sexual. Voltar ao início. 6. Por que Trump quer tornar o caso público? Trump assina ordem executiva no Salão Oval, na Casa Branca. Reuters Durante a campanha de 2024, Trump prometeu várias vezes que, se voltasse à Casa Branca, tornaria públicos arquivos secretos sobre o caso. Em uma entrevista, ele chegou a dizer ser “muito estranho” que a lista de clientes de Epstein nunca tivesse sido divulgada. Em fevereiro de 2025, o governo liberou uma série de arquivos sobre o caso. A procuradora-geral de Trump, Pam Bondi, chegou a afirmar que uma lista de clientes estava "em sua mesa para ser revisada". Depois, no entanto, o Departamento de Justiça disse não ter encontrado provas da existência dessa relação. A declaração frustrou apoiadores de Trump, muitos dos quais espalham teorias da conspiração sobre o caso — algumas impulsionadas pelo próprio presidente. Trump chegou a minimizar o tema e chegou a chamar de “idiota” quem ainda se importava com o assunto. A postura dele aumentou a pressão política da oposição e até de membros do próprio partido para que todos os documentos fossem divulgados. Em novembro, Trump sancionou uma lei aprovada no Congresso dos EUA que determina a divulgação de todos os arquivos da investigação. Voltar ao início. VÍDEOS: mais assistidos do g1

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/03/jeffrey-epstein-quem-foi-quais-crimes-cometeu-e-como-o-brasil-aparece-no-caso.ghtml


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