Irã diz que vai impedir fluxo de navios no Mar Vermelho caso EUA mantenham bloqueio contra suas embarcações
15/04/2026
(Foto: Reprodução) Chefe do parlamento do Irã ironiza bloqueio americano
O Comando Militar conjunto do Irã disse nesta quarta (15) que as Forças Armadas do país agirão para bloquear o fluxo comercial no Mar Vermelho caso o bloqueio dos EUA contra embarcações iranianas persista.
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A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que não permitirá importações e exportações no Golfo Pérsico e no Mar de Omã.
O Irã também questionou a efetividade da medida ameracana, afirmando que duas embarcações iranianas conseguiram furar o bloqueio marítimo e atravessaram o Estreito de Ormuz.
Segundo a agência estatal Fars, um petroleiro de grande porte, capaz de carregar 2 milhões de barris de petróleo, atravessou o estreito rumo ao Golfo Pérsico e, depois, um navio graneleiro carregando produtos alimentícios fez o mesmo.
O bloqueio naval dos EUA está sendo realizado principalmente no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a sudeste do Estreito de Ormuz, e não em cima do estreito propriamente dito. Washington afirmou que a costa e os portos iranianos também estão bloqueados.
De acordo com a agência de notícias Mehr, o Irã irá utilizar portos alternativos no sul para contornar o bloqueio.
Bloqueio ao Estreito de Ormuz
Editoria de Arte/g1
Segundo a agência de notícias Reuters, um navio de guerra dos Estados Unidos interceptou nesta terça-feira (14) petroleiros que tentavam deixar o Irã.
O Comando Central dos EUA diz que nenhum navio conseguiu ultrapassar o bloqueio desde que ele entrou em vigor, na segunda-feira (13), às 11h em Brasília.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quarta-feira (15) que seu país não busca guerra, e sim o diálogo, e disse que qualquer tentativa dos EUA de impor sua vontade ou forçar a rendição de Teerã “está condenada ao fracasso”.
“O Irã não busca guerra nem instabilidade e sempre enfatizou o diálogo e o engajamento construtivo com diversos países. No entanto, qualquer tentativa de impor a própria vontade ou forçar o país a se render está condenada ao fracasso, e a nação iraniana jamais aceitará tal abordagem”, afirmou Pezeshkian em declarações divulgadas pela agência estatal Irna.
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