Guerra no Irã deixou cerca de 140 soldados dos EUA feridos, diz Pentágono
10/03/2026
(Foto: Reprodução) Trump diz que guerra no Irã está perto do fim
Cerca de 140 militares dos Estados Unidos ficaram feridos até agora na guerra com o Irã, segundo comunicado divulgado pelo Pentágono nesta terça-feira (10).
Segundo o governo Trump, no entanto, "a grande maioria dos ferimentos dos EUA na guerra com o Irã foram leves e 108 militares já retornaram ao serviço".
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O novo balanço veio depois que a agência de notícias Reuters procurou o Departamento de Guerra dos EUA para comentar os números revelados por duas pessoas familiarizadas com o assunto. Elas falaram à reportagem, sob condição de anonimato, que pelo menos 150 soldados haviam sido vítimas de ataques.
Anteriormente, o Pentágono havia falado em apenas 8 militares americanos gravemente feridos.
O governo Trump confirmou também a morte de sete militares.
Hegseth fala em 'desespero' do Irã e anuncia ataques intensos
Pete Hegseth e Dan Caine
REUTERS
Mais cedo, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse à imprensa que esta terça-feira (10) será o dia mais intenso de ataques contra o Irã até o momento, durante uma coletiva para falar sobre a situação da ofensiva americana.
Após o presidente Donald Trump anunciar, no dia anterior, que a guerra está perto do fim, Hegseth disse que Trump decide quando a ofensiva irá terminar e que o objetivo é destruir toda a infraestrutura de Defesa de Teerã.
"O Irã está desesperado e em apuros. Está sozinho e perdendo feio, cometeu um grande erro ao atacar seus vizinhos. Hoje será o dia de ataques mais intenso e o Irã disparou o menor número de mísseis nas últimas 24 horas", vibrou.
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, falou sobre os planos de ataque ao lado do secretário. Revelou que os EUA realizaram ataques contra mais de 5 mil alvos, entre eles mais de 50 navios de guerra, nos primeiros 10 dias e que tem como alvo agora "navios lançadores de minas e instalações de armazenamento".
Questionado sobre declarações do Irã, que garante que não irá se render e que apenas Teerã determinará quando a guerra acabou, Caine ponderou:
"Acho que eles estão lutando, e respeito isso, mas não acho que sejam mais formidáveis do que pensávamos".
Nesta terça, o chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Larijani, um dos mais altos cargos do país, ameaçou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Larijani disse não ter medo do que chamou de "ameaças vazias" do norte-americano e disse que Trump deve tomar cuidado "para não ser eliminado".
O povo de Ashura, no Irã, não teme suas ameaças vazias. Nem mesmo aqueles maiores que você conseguiram eliminar a nação iraniana. Cuidado para não ser eliminado!", escreveu Larijani, que era um dos nomes considerados para suceder o aioatolá Ali Khamenei.
O recado foi uma resposta à ameaça que Trump teceu nesta segunda-feira (9) em um post na rede Truth Social. Disse que iria atacar o Irã com ofensiva "20 vezes mais forte" caso Teerã siga bloqueando o Estreito de Ormuz, e, com isso, criando uma crise no preço e abastecimento de petróleo no mundo.
Trump ameaça Irã com ataque “20 vezes maior” se Estreito de Ormuz for fechado
A fala de Larijani abastece também as indicações do Irã de que o país está disposto a continuar o conflito com Estados Unidos e Israel, que entrou no 11º dia nesta terça. Na segunda-feira (9), apesar das ameaças, Trump disse que a guerra está "quase concluída". No entanto, a Guarda Revolucionária iraniana — braço das Forças Armadas ligadas ao líder supremo — respondeu que o conflito só terminará quando o Irã determinar.
Nesta terça, o governo de Israel também se mostrou disposto a seguir no conflito. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que "ainda não terminamos" ao se referir às ofensivas no Irã.
“Nossa aspiração é que o povo iraniano se liberte do jugo da tirania; em última instância, isso depende deles. Mas não há dúvida de que, com as medidas tomadas até agora, estamos quebrando seus ossos e ainda não terminamos”, declarou.
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