Governo Trump aprova execuções por pelotão de fuzilamento como método para pena de morte
24/04/2026
(Foto: Reprodução) Foto de arquivo sem data mostra sala onde injeção letal é aplicada na prisão estadual de San Quentin. A imagem foi fornecida à Reuters pelo Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia em 25 de outubro de 2012.
Reuters
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão permitir as execuções de presos federais por pelotão de fuzilamento e que voltarão a aplicar injeções letais em casos de pena de morte no país, além de métodos como asfixia por gás e choque elétrico.
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O anúncio foi feito pelo Departamento de Justiça dos EUA. No comunicado, o órgão diz estar cumprindo uma ordem de Donald Trump para agilizar e ampliar a aplicação de penas de morte no país.
➡️ O relatório funciona como uma diretriz para os estados. Isso porque a lei só autoriza o governo federal a realizar execuções em estados que permitem a pena de morte e deve seguir os protocolos locais. Atualmente, cinco estados permitem execuções por fuzilamento: Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah.
No caso da injeção letal, o método é um dos previstos no Código Penal dos EUA, um dos 55 países no mundo que adotam a pena capital. No entanto, vários estados haviam pausado a aplicação desse tipo de execução por uma decisão do governo do ex-presidente democrata Joe Biden.
A gestão Biden acatou uma série de pesquisas que apontavam "dor e sofrimento desnecessários no método". No comunicado desta sexta, o Departamento de Justiça chamou a análise do governo anterior de "profundamente falha".
"Essas medidas são cruciais para deter os crimes mais bárbaros, fazer justiça às vítimas e proporcionar um desfecho há muito esperado aos familiares sobreviventes", diz o comunicado.
Na prática, a nova determinação do governo Trump será utilizada como um parâmetro, já que a pena de morte é descentralizada nos EUA, e diferentes métodos são permitidos ou proibidos dependendo do estado.
Em 2025, por exemplo, um homem foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul, em meio à falta de medicamentos para a aplicação da injeção letal.
Cadeiras posicionadas em frente à câmara de execução da prisão de Broad River, na Carolina do Sul
Departamento Prisional da Carolina do Sul via AP
Em 2024, em um caso inédito, o estado do Alabama começou a aplicar a morte por asfixia como alternativa. Esse método, no entanto, também enfrentou denúncias de sofrimento exagerado e poderia ser comparável à tortura, segundo a ONU.
👉 Agora, o procurador-geral dos EUA, Todd Blanche, à frente do Departamento e Justiça, instruiu o Departamento de Prisões a "incluir métodos adicionais e constitucionais de execução que já são previstos pela legislação de certos estados", entre eles:
O pelotão de fuzilamento;
A asfixia com gás nitrogênio;
A eletrocussão, ou choque elétrico.
"Essa modificação ajudará a garantir que o Departamento esteja preparado para realizar execuções legais, mesmo que um medicamento específico não esteja disponível", diz o relatório.
Veja, abaixo, vídeo da notícia da primeira execução por asfixia aplicada pelos EUA a um homem condenado à pena de morte, em 2024:
EUA: homem que sobreviveu a tentativa de injeção letal será asfixiado com gás nitrogênio
Promessa de campanha de Trump
A nova determinação cumpre a promessa do presidente Donald Trump de retomar a pena de morte no âmbito federal em seu segundo mandato. Em sua primeira vez à frente da Casa Branca, entre 2017 e 2021, Trump retomou as execuções federais após um hiato de 20 anos, e 13 condenados morreram por injeção letal.
Já Biden comutou as penas de 37 pessoas que aguardavam execução no corredor da morte federal, e apenas três condenados à morte foram executados em sua gestão.
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