Galípolo vê risco em crédito caro usado para despesas fixas e alerta para endividamento das famílias

  • 24/08/2026
(Foto: Reprodução)
Foto, Gabriel Galipolo. Nesta terça (9) o Secretário Gabriel Galípolo indicado Diretor Bacen, fala com a imprensa sobre a indicação para diretoria de política monetária do Banco Central TON MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta segunda-feira (24) para o avanço de modalidades de crédito caras e sem garantia, em um cenário de endividamento elevado das famílias. Segundo ele, o crescimento recente das dívidas tem sido puxado principalmente por linhas de crédito usadas para consumo e despesas recorrentes, o que preocupa o BC. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 “Não dá para ficar contente porque o crédito cresceu e depois reclamar que o endividamento cresceu”, afirmou Galípolo, durante participação no evento Febraban Tech. O presidente do BC ressaltou que o endividamento continua avançando apesar da melhora no mercado de trabalho. Em junho, a taxa de desemprego caiu para 5,4%, o menor nível para o período. Em maio, a renda disponível das famílias atingiu o recorde de R$ 822 bilhões. Agora no g1 Para Galípolo, a preocupação não está apenas no tamanho da dívida, mas também no tipo de crédito contratado. Ele diferenciou financiamentos usados para construir patrimônio, como a compra de um imóvel, de dívidas feitas para bancar despesas de consumo e que não deixam um bem para o consumidor. “Nem todo tipo de endividamento é um problema. Comprar uma casa, por exemplo, gera um ativo. O problema é quando a dívida é usada para algo que não se transforma em ativo, principalmente quando envolve juros elevados”, disse Galípolo. 8 em cada 10 famílias brasileiras têm dívidas; cartão de crédito segue como principal vilão Crescimento do endividamento das famílias g1 Presidente do BC comemora confiança no PIX Além do endividamento, Galípolo comentou o alto nível de confiança dos brasileiros no PIX e brincou com o resultado de uma pesquisa da Quaest citada durante a apresentação. Segundo os dados, 80% dos brasileiros dizem confiar no sistema de pagamentos, enquanto 70% afirmam confiar no próprio cônjuge. “Em primeiro, como instituição... e cônjuge em quinto. Isso me preocupa”, brincou o presidente do BC. 📊 A pesquisa da Quest mostra o PIX à frente de instituições tradicionais como a Igreja Católica (76%), a Polícia Militar (75%) e as Forças Armadas (70%), além de figurar bem à frente da Presidência da República (57%), do Supremo Tribunal Federal (50%), do Congresso Nacional (49%), das redes sociais (44%), dos partidos políticos (44%) e dos juízes de futebol (41%). Ao comentar o resultado, Galípolo destacou que o PIX se tornou um dos principais instrumentos de inclusão financeira do país. Segundo estudo do BC, a ferramenta já é utilizada por 148 milhões de pessoas físicas — o equivalente a 86% da população adulta — e por 12,8 milhões de empresas. Crescimento do endividamento das famílias g1

FONTE: https://g1.globo.com/economia/noticia/2026/08/24/galipolo-febraban-tech.ghtml


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