Flávio Bolsonaro tenta transformar decisão dos EUA em trunfo político, enquanto governo monitora risco de interferência externa

  • 28/05/2026
(Foto: Reprodução)
EUA vão classificar PCC e CV como grupos terroristas A decisão dos Estados Unidos de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas está sendo explorada politicamente por Flávio Bolsonaro (PL), que tenta apresentar a medida como uma vitória de sua agenda de segurança pública e, ao mesmo tempo, constranger o governo Lula (PT), que tem posição contrária a esse tipo de enquadramento. Mais bastidores: acompanhe o canal da Sadi no WhatsApp O anúncio foi feito um dia após o senador e pré-candidato se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo Flávio Bolsonaro, Rubio se mostrou favorável à classificação das facções brasileiras como organizações terroristas. Tudo isso em meio ao escândalo revelado envolvendo as relações do senador com Daniel Vorcaro. A avaliação no entorno de Flávio Bolsonaro é que o tema pode ajudar a desgastar o governo em uma área considerada sensível para a opinião pública: o combate ao crime organizado. A estratégia passa por pressionar o Planalto a se posicionar e transformar o debate em mais um embate político entre governo e oposição. No governo brasileiro, porém, a leitura é diferente. Fontes do governo afirmam que a decisão americana já era esperada e estava “precificada” pela diplomacia brasileira. A avaliação é que a medida atende principalmente ao público interno dos Estados Unidos e à política de Donald Trump de endurecimento no combate ao narcotráfico. Senador Flávio Bolsonaro encontra o presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação Preocupação com interferência Nos bastidores da diplomacia, no entanto, há preocupação com os desdobramentos de longo prazo. Diplomatas brasileiros veem o movimento como um possível precedente para futuras tentativas de interferência em assuntos internos de países da região sob o argumento do combate ao terrorismo e ao crime organizado. Segundo relatos obtidos pelo blog, integrantes da área diplomática acompanham com atenção os sinais emitidos por Washington e avaliam que esse tipo de classificação pode servir, no futuro, como justificativa para ampliar pressões ou ações externas. Embora não enxerguem qualquer risco imediato de intervenção, a preocupação é com a construção gradual de uma narrativa que permita esse tipo de argumento adiante. Nesse contexto, a presença de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos e a tentativa de associar a decisão à pauta bolsonarista são vistas por integrantes do governo como um gesto político que funciona também como sinalização ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O Planalto, por sua vez, tenta evitar transformar o tema em confronto direto para não alimentar uma agenda considerada favorável à oposição. Trump e Lula durante encontro na Casa Branca, em 7 de maio de 2026 Presidência da República GloboPop: veja os vídeos do palco da Andréia Sadi

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/andreia-sadi/post/2026/05/28/analise-flavio-bolsonaro-governo-classificacao-eua-cv-pcc.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Divas de Baton

Lucas Cardri

top2
2. Daqui Pra Sempre

Manu Batidão e Simone Mendes

top3
3. E lá vou eu

Banda Mel

top4
4. Oi sumida

Carllos Brenner

top5
5. Alfabeto do negão

Banda Reflexus

Anunciantes