Flávio Bolsonaro disse a Trump que situação do crime organizado no Brasil seria pior que no México
29/05/2026
(Foto: Reprodução) Visita de Flávio Bolsonaro a Trump antecede medida dos EUA contra PCC e CV
A decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras ocorreu um dia após uma conversa entre Flávio Bolsonaro e Donald Trump no Salão Oval.
Segundo relatos, durante o encontro, Trump perguntou a Flávio Bolsonaro quais seriam as principais questões de interesse do grupo brasileiro. Entre os pontos apresentados, Flávio destacou como prioridade o reconhecimento das facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.
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Na conversa, ele teria afirmado que o governo brasileiro, presidido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seria conivente com organizações criminosas e que essas facções manteriam conexões com grupos terroristas internacionais.
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Divulgação
Durante a reunião, também foram mencionados números relacionados ao avanço do crime organizado no Brasil. Os interlocutores citaram estimativas de que cerca de um quarto do território brasileiro estaria sob influência de organizações criminosas.
Trump teria reagido com surpresa, questionando se o Brasil ainda mantinha controle sobre seu próprio território. Em resposta, os participantes reconheceram a gravidade da situação e afirmaram que o problema seria ainda mais crítico do que o enfrentado pelo México.
Embora Trump não tenha se manifestado publicamente sobre o tema após a reunião, a decisão acabou sendo anunciada posteriormente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.
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Nos bastidores, a medida já vinha sendo discutida por integrantes do governo americano alinhados ao bolsonarismo, como Christopher Landau e Darren Beattie. A proposta de classificar facções criminosas brasileiras como terroristas já circulava internamente no Departamento de Estado havia algum tempo.
A resistência à medida teria partido, inicialmente, do senador Marco Rubio, que vinha segurando o avanço da proposta.
Marco Rubio e Flávio Bolsonaro
Reprodução/Redes Sociais/@FlavioBolsonaro
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