Flávio Bolsonaro declara R$ 8,2 milhões em bens ao TSE; vice informa R$ 565 mil
13/08/2026
(Foto: Reprodução) Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro em evento que anunciou o deputado como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio, em Brasília
Vittor Sales/Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL) declarou R$ 8,2 milhões em bens à Justiça Eleitoral. Candidato a vice-presidente na chapa, Alfredo Gaspar (PL) informou patrimônio de R$ 565 mil.
Os dados constam no registro da chapa feito junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e disponibilizado para consulta pública nesta quinta-feira (13).
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Entre os cinco presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas, apenas o candidato Ronaldo Caiado (PSD) ainda não consta no sistema do TSE. Antes de Flávio Bolsonaro:
o PT já registrou a candidatura de Lula;
o Missão apresentou o pedido de Renan Santos;
e o NOVO enviou oficialmente os dados de Romeu Zema.
Os pedidos para registros de candidaturas podem ser apresentados à Justiça Eleitoral até às 19h de sábado, dia 15 de agosto, segundo o TSE.
Candidato tem que declarar tudo o que possui? Entenda as regras
Somados, os bens informados pelos dois candidatos passaram de pouco mais de R$ 2 milhões para R$ 8,7 milhões, um aumento de 331%.
Bens de Flávio sobem 370%
Em comparação com a eleição de 2018, quando Flávio Bolsonaro foi eleito senador e disputou sua última eleição, o valor declarado subiu 370%. A maior alta nos bens declarados pelo candidato é a inclusão de uma casa em Brasília, avaliada em R$ 6,2 milhões.
Bens declarados por Flávio Bolsonaro ao TSE em 2018 e 2026
Arte/g1
Bens de Gaspar sobem 95%
Assim como Flávio Bolsonaro, seu vice apresentou crescimento de bens em relação à última eleição disputada. Em 2022, Alfredo Gaspar declarou R$ 289 mil em bens na disputa para deputado federal. Quando comparado aos 564 mil informados ao TSE, o crescimento é de 95%.
Bens declarados por Alfredo Gaspar ao TSE em 2022 e 2026
Arte/g1
Problemas com registro de candidatura no TSE
A campanha de Flávio Bolsonaro conseguiu registrar a sua candidatura no TSE depois que surgiu uma filiação em seu nome ao partido Missão -- que tem Renan Santos como presidenciável.
As campanhas de ambos trocaram, ao longo do dia, acusações sobre de quem seria a responsabilidade da filiação constar na Justiça Eleitoral. Em uma live, o candidato afirmou que seu gabinete considerou que eram spans os e-mails de alerta enviados pelo Missão.
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kássio Nunes Marques reverteu a filiação e manteve o senador ligado ao PL para a disputa da eleição presidencial.
Em live realizada na noite desta quinta-feira (13), o senador afirmou que a equipe de seu gabinete achou que eram spans os e-mails enviados pelo Missão, em que alertava sobre a questão.
"Me filiaram ilegalmente a um outro partido", disse.
"Houve mais outra mentira, dizendo que eu próprio teria tentado me filiar. Mentira, obviamente. Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam", afirmou. A declaração foi dada durante live realizada nesta quinta-feira (13) para apresentar seu plano de governo.