Flávio Bolsonaro chama de 'cortina de fumaça' buscas da PF na casa do pai
08/07/2026
(Foto: Reprodução) Flávio Bolsonaro (PL) durante live nesta quarta-feira (8).
Reprodução/Youtube/Flávio Bolsonaro
Nos Estados Unidos, após participar de uma audiência pública sobre o tarifaço, o pré-candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, comentou as buscas realizadas na casa de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (8), e chamou a operação de "cortina de fumaça".
"Uma clara tentativa de criar uma cortina de fumaça neste momento em que estou trabalhando pelo Brasil, para dividir o noticiário", afirmou.
Flávio classificou a busca e apreensão como "desnecessária". Disse também que foi algo "ruim" e "constrangedor" para a família, que, segundo ele, está "sofrendo".
O pré-candidato também afirmou que Jair Bolsonaro é vítima de uma "perseguição implacável" e que a arma do ex-presidente, apreendida durante uma blitz — fato que motivou a decisão de recolher as armas de sua residência e as buscas realizadas nesta quarta-feira —, é legalizada.
A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou divergências entre as armas entregues e as registradas em nome do ex-presidente (entenda mais abaixo).
Segundo interlocutores da PF, as buscas na casa do ex-presidente, que fica no Jardim Botânico, em Brasília, foram rápidas e levaram menos de uma hora.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, as informações desencontradas quanto ao número de armas em nome do ex-presidente motivaram as buscas.
"Sobrevieram aos autos informações indicando divergência entre o quantitativo de armas de fogo regularmente registradas em nome do apenado e aquelas efetivamente entregues aos órgãos competentes, circunstância que evidencia, em tese, o descumprimento da determinação judicial e recomenda a adoção de providências destinadas à localização e apreensão dos armamentos eventualmente mantidos sob o poder do condenado", afirmou Moraes.
O ministro destacou ainda que a permanência de armas na posse de Bolsonaro é uma situação incompatível com a medida de prisão domiciliar.