Fim da escala 6x1: ministro do Trabalho diz esperar aprovação de PEC no Senado no 1º semestre

  • 28/05/2026
(Foto: Reprodução)
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, disse nesta quinta-feira (28) esperar que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e permite o fim da escala 6x1 seja aprovada pelo Senado e promulgada pelo Congresso ainda no primeiro semestre deste ano. O texto foi aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) por 472 votos a 22 em primeiro turno e por 461 a 19 votos no segundo. Com isso, o texto segue para análise do Senado. "Eu não gosto muito de falar de prazo para o parlamento, que seria uma certa interferência, busca de interferência executiva e legislativa que não é saudável", disse Marinho. "Evidente que se o Senado tiver debruçado com prioridade, com desejo da agilidade que a Câmara trabalhou, creio que 30 dias é o suficiente", complementou o ministro, em entrevista coletiva após a divulgação dos de geração de empregos no país em abril. Câmara dos Deputados aprova fim da escala 6x1 Ele disse que, assim como a Câmara aprovou o texto de forma célere, o Senado também está "sensível" a discussão, liderada por mulheres e jovens. 🔎Ainda não há data para votação no Senado, onde são 49 senadores favoráveis também em dois turnos de votação. "Este Senado também está sensível, está ligado no que a sociedade está gritando. Acho que a minha percepção, do ritmo forte da mulher trabalhadora e da juventude trabalhadora, para melhorar sua situação detectada por adoecimento e por ausência do trabalho", comentou Marinho. Nesta quinta, o presidente Lula voltou a comentar a aprovação da PEC que acaba com a escala 6x1. O petista disse que o avanço da proposta é uma "conquista extraordinária da sociedade" brasileira. "Ontem [quarta-feira], o Congresso aprovou o fim da escala 6x1 para que as pessoas só possam trabalhar cinco dias por semana. E foi uma conquista extraordinária da sociedade brasileira", disse. Lula e o ministro Luiz Marinho (Trabalho) Reuters via BBC O que diz o texto A proposta altera a parte da Constituição Federal que trata sobre os Direitos e Garantias Fundamentais e deixa expresso que a “duração do trabalho normal” não será superior a oito horas diárias e quarenta horas semanais. O artigo prevê exceções ao permitir compensações de horários e a redução da jornada conforme acordo ou convenção coletiva de trabalho. Conforme a proposta, a redução das quatro horas na jornada de trabalho será concretizada em duas etapas: as primeiras duas horas em até dois meses após a promulgação da PEC; as quatro horas restantes em até 12 meses após a redução das primeiras duas horas. O fim da escala 6x1, com garantia de ao menos duas folgas semanais, preferencialmente aos domingos, entrará em vigor 60 dias após a promulgação do texto. O período de transição foi o principal ponto de discussão da PEC nas últimas semanas. Empresários e confederações de empregadores pediam um tempo para se adequar à medida. O governo, a princípio, se colocou contra a transição, mas chegou a um acordo para permitir a implantação gradativa da redução da jornada. O relator fixou que, decorridos 60 dias da promulgação, todas as convenções e acordos coletivos que forem incompatíveis com as novas jornadas perdem a validade automaticamente. Esse ponto servirá como uma trava para obrigar sindicatos e empresas a sentarem na mesa de negociação. A PEC inscreve na Constituição a exigência de duas folgas remuneradas por semana, uma delas, de preferência, aos domingos, e determina que deve ser “garantido o gozo de pelo menos um dos dias dentro do período máximo de uma semana de trabalho”.

FONTE: https://g1.globo.com/politica/noticia/2026/05/28/fim-da-escala-6x1-ministro-do-trabalho-diz-que-governo-espera-aprovacao-de-pec-no-senado-ainda-no-1o-semestre.ghtml


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