Filho da princesa herdeira da Noruega é preso por suspeita de agressão, ameaça e violar ordem de restrição

  • 02/02/2026
(Foto: Reprodução)
Marius Borg Hoiby da Noruega e a princesa herdeira Mette-Marit em Oslo. Lise Aserud/NTB via AP O filho mais velho da princesa herdeira da Noruega foi preso sob suspeita de agressão, ameaça e violação de uma ordem de restrição, afirmou a polícia norueguesa nesta segunda-feira (2). “O Distrito Policial de Oslo pode confirmar que Marius Borg Hoiby foi preso pela polícia na noite de domingo, suspeito de causar dano corporal, fazer ameaças com uma faca e violar uma ordem de restrição”, disse a polícia em comunicado. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A polícia pediu à Justiça que Hoiby, primogênito da princesa Mette-Marit, fosse mantido sob custódia durante quatro semanas “com base no risco de reincidência”, ainda segundo o comunicado. A prisão de Hoiby, de 29 anos, ocorreu dois dias antes dele ir a julgamento na Noruega. Ele enfrenta 38 acusações, incluindo de estupro, em um caso de grande repercussão que tem sido constrangedor para a família real. O julgamento no Tribunal Distrital de Oslo começa nesta terça-feira (3) e deve durar até meados de março. Veja os vídeos que estão em alta no g1 A denúncia contra Hoiby inclui 38 acusações, entre elas estupro, abuso em relacionamento íntimo contra uma ex-companheira, atos de violência contra outra e transporte de 3,5 quilos de maconha. Outras acusações, protocoladas na Justiça após longa investigação, envolvem ameaças de morte e infrações de trânsito. Segundo promotores do caso, Hoiby pode ser condenado a até 10 anos de prisão caso a corte o considerar culpado pelas acusações. Hoiby é filho de Mette-Marit de um relacionamento anterior e enteado do herdeiro do trono, o príncipe herdeiro Haakon, porém não possui título real nem funções oficiais. Ele está nos holofotes na Noruega desde que foi preso algumas vezes, em 2024, por diferentes suspeitas de irregularidades. Ele respondeu em liberdade enquanto aguardava julgamento. A denúncia se concentra em quatro estupros supostamente ocorridos entre 2018 e novembro de 2024; episódios de violência e ameaças contra uma ex-parceira entre o verão de 2022 e o outono de 2023; e dois supostos atos de violência contra uma parceira posterior, além de violações de uma ordem de restrição. O advogado de defesa Petar Sekulic declarou, quando Hoiby foi denunciado, que “nosso cliente nega todas as acusações de abuso sexual, bem como a maioria das acusações relacionadas à violência”. Ele acrescentou que Høiby “apresentará um relato detalhado de sua versão dos acontecimentos perante o tribunal”. Em uma rara declaração, Haakon disse na quarta-feira que ele e Mette-Marit não pretendem comparecer ao tribunal e que a Casa Real não irá comentar o caso durante o processo. Ele ressaltou que Hoiby não faz parte da Casa Real e que, como cidadão norueguês, tem os mesmos deveres e direitos que qualquer outra pessoa. Disse ainda confiar que todos os envolvidos conduzirão o julgamento da forma mais ordeira, correta e justa possível. LEIA TAMBÉM: Filho de princesa da Noruega é acusado de estuprar mulheres e pode pegar até 10 anos de prisão Relações com os arquivos do caso Epstein O príncipe Haakon (à direita, com bigode), da Noruega, princesa Mette-Marit (no centro) e primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere (grisalho, à esquerda). Foto de junho de 2022. Reuters Às vésperas do julgamento de Hoiby, outro caso também afetou a família real norueguesa. A princesa Mette-Marit foi citada em um novo lote de documentos relacionados ao caso Epstein divulgado na sexta-feira (30) pelo Departamento de Justiça dos EUA. Segundo a imprensa norueguesa, os arquivos continham várias centenas de menções à princesa herdeira, que já havia declarado, em 2019, arrepender-se de ter mantido contato com Epstein. Mette-Merit é chamada em e-mails de "ótima", "perturbada" e "uma realeza incomum". Os documentos recém-divulgados, que incluem trocas de e-mails com Epstein, mostraram que Mette-Marit utilizou por alguns dias, no início de 2013, uma propriedade de Epstein em Palm Beach, na Flórida. A Casa Real confirmou que isso ocorreu por intermédio de um amigo em comum, informou a emissora pública NRK. Em nota enviada por e-mail pela Casa Real, Mette-Marit afirmou que “deve assumir a responsabilidade por não ter investigado mais a fundo o histórico de Epstein e por não ter percebido antes que tipo de pessoa ele era”. “Lamento profundamente isso, e é uma responsabilidade que preciso assumir. Demonstrei mau julgamento e me arrependo de ter tido qualquer contato com Epstein”, acrescentou. “É simplesmente constrangedor.” Ela também expressou sua “profunda simpatia e solidariedade” às vítimas dos abusos cometidos por Epstein. Os contatos de Mette-Marit com Epstein e o julgamento de Hoiby não são a única fonte de publicidade negativa para a família real norueguesa. As iniciativas comerciais da irmã de Haakon, a princesa Märtha Louise, têm sido alvo de críticas recorrentes. Em 2024, por volta do mesmo período em que o caso Hoiby ganhava as manchetes, ela se casou com um norte-americano que se apresenta como xamã, Durek Verrett.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/02/filho-da-princesa-herdeira-da-noruega-vai-a-julgamento-por-estupro-e-outras-acusacoes.ghtml


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