Ex-apresentador da CNN Don Lemon critica governo Trump ao falar pela 1ª vez sobre sua prisão: 'Querem instaurar o medo'

  • 03/02/2026
(Foto: Reprodução)
Don Lemon falando sobre sua prisão no programa “Jimmy Kimmel Live” Reprodução O ex-apresentador da rede de TV americana CNN Don Lemon falou pela primeira vez sobre sua prisão e fez duras críticas ao governo Trump no programa de Jimmy Kimmel, na noite desta segunda-feira (2). ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Lemon foi sido preso na noite de quinta-feira (29) por ter participado de um protesto contra o ICE em Minnesota. Na sexta-feira (30) foi libertado e falou que estava na manifestação trabalhando. Na entrevista, o jornalista, que virou um influenciador famoso após deixar a rede de TV, reafirmou que não estava no local como manifestante, e sim para "registrar, documentar e documentar o que estava acontecendo". Ele também expôs alguns detalhes de como foi a abordagem dos agentes, que segundo ele, foi pública e com muita truculência. "Eles querem isso. Eles querem te envergonhar. Eles querem te intimidar. Eles querem incutir medo. E é por isso que fizeram dessa maneira", lamentou. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Lemon disse que a prisão ocorreu quando ele retornava ao seu quarto de hotel após cobrir um evento do Grammy e que estava em frente ao elevador quando foi "empurrado" e algemado. De acordo com seu relato, ao exigir o mandato de prisão dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) que o prenderam, um agente do FBI que estava do lado de fora teve que entrar e mostrar-lhe uma cópia no celular. "Havia agentes do FBI lá fora. Quer dizer, devia ser uma dúzia de pessoas, o que é um desperdício de recursos", ressaltou. Lemon também contou que não teve direito a uma ligação telefônica e que o marido dele só soube que ele havia sido preso porque ele pediu a um agente do FBI que tirasse uma pulseira que ele estava usando e a entregasse no hotel. Jimmy Kimmel, que entrevistou Don Lemon, também já foi alvo de ataques do governo Trump. Em setembro do ano passado, o comediante teve seu programa tirado do ar por tempo indeterminado após fazer comentários sobre morte de Charlie Kirk. Como foi a prisão A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, disse que ordenou pessoalmente a prisão de Lemon. "Sob minhas ordens, agentes federais prenderam hoje de manhã Don Lemon, Trahern Jeen Crews, Georgia Fort e Jamael Lydell Lundy, em conexão com o ataque coordenado à Igreja Cities em St. Paul, Minnesota", disse a procuradora-geral. Ela se referia a um protesto que ocorreu em igreja na cidade de St. Paul, ao lado de Minneapolis. Lemon disse que estava no local como jornalista, fazendo uma reportagem, quando entrou na igreja para observar a manifestação que acontecia contra a repressão à imigração na região. “Assim que o protesto começou na igreja, fizemos um ato de jornalismo, que foi reportar o ocorrido e conversar com as pessoas envolvidas, incluindo o pastor, membros da igreja e membros da organização. Isso se chama jornalismo”, disse Lemon em um vídeo. A manifestação em questão interrompeu um culto em uma igreja onde um agente do ICE é pastor e gritaram "fora, ICE". O governo Trump tentou indiciar oito pessoas, incluindo o jornalista. No entanto, o juiz responsável pelo caso não incluiu Lemon no caso. Lemon foi demitido da CNN em 2023 após acusações de que teria feito comentários sexistas. O jornalista é um crítico de Trump desde o primeiro mandato do presidente americano. Frequentemente ele chama o republicano de mentiroso. Em nota, a emissora diz que a prisão de Lemon levanta questões preocupantes sobre liberdade de imprensa e sobre a Primeira Emenda, que versa sobre o assunto, além de liberdade religiosa e de expressão. "O Departamento de Justiça já falhou duas vezes ao tentar obter um mandado de prisão contra Don e vários outros jornalistas em Minnesota, onde o juiz-chefe do Tribunal Federal do Distrito de Minnesota concluiu que não havia 'nenhuma evidência' de qualquer comportamento criminoso envolvido no trabalho deles" diz a nota. A comunicação publicada nas redes da emissora finaliza defendendo a liberdade de imprensa e diz que seguirá acompanhando o caso. "A Primeira Emenda dos Estados Unidos protege jornalistas que testemunham fatos e acontecimentos à medida que se desenrolam, garantindo que possam informar livremente no interesse público, e as tentativas do Departamento de Justiça de violar esses direitos são inaceitáveis. Estaremos acompanhando este caso de perto", pontua. Após sair da CNN, Lemon começou a trabalhar de maneira independente em um canal no YouTube. O estado de Minnesota se tornou, nas últimas semanas, centro de grandes protestos contra a ação do ICE na região, principalmente depois que dois cidadãos americanos morreram depois de serem alvos de agentes da imigração: a poetisa Renée Nicole Good e o enfermeiro Alex Pretti, ambos de 37 anos e que estavam em protestos contra a atuação destes agentes.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/03/ex-apresentador-da-cnn-don-lemon-critica-governo-trump-ao-falar-pela-1a-vez-sobre-sua-prisao-querem-instaurar-o-medo.ghtml


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