EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz
11/04/2026
(Foto: Reprodução) EUA fazem missão para retirar minas navais do Estreito de Ormuz
Divulgação/ Central de Comando dos EUA/@CENTCOM
Forças do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) iniciaram, neste sábado (11), uma operação para a detecção e remoção de minas navais no Estreito de Ormuz.
A manobra, que envolve o uso de contratorpedeiros e tecnologia de ponta, busca restabelecer a segurança em uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, após a identificação de artefatos explosivos lançados pela Guarda Revolucionária do Irã.
Mais cedo, o presidente americano Donald Trump afirmou em uma rede social que os americanos estão "limpando" a via marítima.
"Estamos começando o processo de limpar o Estreito de Ormuz como um favor a países do mundo inteiro, incluindo China, Japão, Coreia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. Incrivelmente, eles não têm coragem ou vontade de fazer esse trabalho por conta própria", escreveu o Trump em sua rede social, o Truth Social.
A operação no Golfo
A missão conta com o apoio de dois navios de guerra da Marinha americana: o USS Frank E. Peterson (DDG 121) e o USS Michael Murphy (DDG 112). Ambos realizaram a travessia do estreito e já operam em águas do Golfo Árabe.
O foco principal das embarcações é garantir que a via marítima esteja totalmente livre de ameaças. De acordo com o CENTCOM, o monitoramento será intensificado nos próximos dias com a chegada de reforços, incluindo o uso de drones subaquáticos especializados em identificar objetos no leito marinho.
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Rota segura para o comércio
O almirante Brad Cooper, comandante do CENTCOM, afirmou que a prioridade é a criação de um corredor navegável livre de riscos para a marinha mercante.
"Hoje, iniciamos o processo de estabelecimento de uma nova passagem. Em breve, compartilharemos este caminho seguro com a indústria marítima para incentivar o livre fluxo do comércio", declarou Cooper.
Importância estratégica
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto geográfico vital para a economia global. Por ser a principal saída para o petróleo produzido em diversos países do Oriente Médio, qualquer interrupção no tráfego local costuma gerar impactos imediatos nos preços internacionais de energia e logística.
Até o momento, não há previsão de quanto tempo a varredura completa irá durar, mas os EUA garantem que a presença militar na região será mantida para assegurar que o corredor permaneça aberto e seguro.
A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi uma das condições impostas por Trump para o cessar-fogo com o Irã.
Nas primeiras horas após o anúncio do cessar-fogo de duas semanas, o estreito foi reaberto, aumentando o fluxo de navios na região.
No entanto, após a continuação dos ataques de Israel ao Líbano, que não faziam parte do acordo inicial anunciado pelo EUA, o Irã voltou a fechar o estreito.
Neste sábado (11), dois superpetroleiros chineses atravessaram o Estreito de Ormuz, segundo dados de navegação da LSEG. As embarcações podem ser as as primeiras a deixar o Golfo desde o acordo de cessar-fogo firmado na terça (7).
O que são minas navais?
De acordo com análises do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria.
Um estudo do centro aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa.
Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação.
Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo.
Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples.
Entenda os tipos de minas navais
Alberto Correa/g1