Em vídeo, Irã associa EUA a atrocidades e simula explosão da Estátua da Liberdade com cabeça de demônio
25/03/2026
(Foto: Reprodução) Irã publica vídeo associando os EUA a atrocidades e coloca imagem de demônio na Estátua da Liberdade
Reprodução X
Uma guerra costuma ser travada com bombas, tropas e munições pesadas. No entanto, para além do poder bélico, a narrativa do conflito também faz parte e construí-la ficou mais fácil. Nesta quarta-feira (25) a mídia estatal iraniana divulgou um vídeo provocativo que reúne atrocidades associadas aos Estados Unidos e coloca Baal, figura demonizada pelo cristianismo, no lugar da Estátua da Liberdade.
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Irã publica vídeo que coloca imagem de demônio na Estátua da Liberdade
Intitulado "Uma Vingança para Todos", a montagem com inteligência artificial mostra diversos povos que sofreram com supostos abusos pelos EUA entre outras atrocidades, como:
a desapropriação dos nativos americanos;
bomba atômica em Hiroshima, no Japão, durante a Segunda Guerra Mundial;
guerra do Vietnã, que teve início em 1955; e
conflitos recentes no Iémen, Afeganistão, Iraque e Palestina.
Para além das guerras citadas, o vídeo também mostra uma criança na ilha de Jeffrey Epstein, empresário cujo nome é envolvido em diversas polêmicas envolvendo exploração sexual de menores de idade.
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Já nos segundos finais do vídeo, um míssil é lançado em direção ao território norte-americano, sob o olhar de líderes iranianos, e atinge a Estátua da Liberdade — que, no lugar da cabeça original, exibe a imagem de Baal, figura citada no Alcorão como um ídolo em oposição a Alá e demonizada pelo cristianismo.
A guerra no Irã
O vídeo vem em um contexto onde o fim da guerra parece estar longe do fim. Ainda nesta quarta, o Irã recusou a proposta de paz apresentada pelo governo dos Estados Unidos e apresentou sua própria contraproposta, segundo a estatal iraniana Press TV.
Teerã confirmou ter recebido a proposta, mas chamou o plano de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano.
"O Irã encerrará a guerra quando decidir fazê-lo e quando suas próprias condições forem atendidas", disse o governo iraniano, segundo a Press TV.
Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem:
A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".
O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.
O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.
O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra.