Em dia decisivo para guerra no Irã, embaixadas brasileiras no Oriente Médio emitem alertas
07/04/2026
(Foto: Reprodução) EUA ameaçam 'destruir Irã' se não houver cessar-fogo até noite de terça-feira
Diversas embaixadas brasileiras nos países do Oriente Médio estão emitindo alertas nesta terça-feira (7) para os brasileiros da região em meio a possível escalada do conflito entre Donald Trump e Irã.
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Às 21h (de Brasília) de hoje acaba o tempo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos para que os iranianos abram o Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde flui cerca de 20% do petróleo mundial.
Desde manhã, segundo a agência Reuters, explosões estão sendo ouvidas em Doha, no Catar, ao mesmo tempo em que sirenes soam no Bahrein e sistemas de defesa antiaérea são ativados nos Emirados Árabes Unidos.
Em Bagdá, no Iraque, instalações americanas próximas ao aeroporto também foram alvejadas. Chamas foram vistas no local.
Na capital catari, a embaixada brasileira soltou um comunicado com recomendações de segurança e prevenções.
"🚨 ATENÇÃO, BRASILEIROS EM DOHA E REGIÃO: A atual escalada das tensões no Oriente Médio exige que a nossa comunidade no Catar mantenha a atenção e o preparo. Se você mora no país ou está aqui temporariamente, leia e siga estas orientações práticas de segurança," escreveu a embaixada em seu Instagram.
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Até a publicação desta reportagem, quatro embaixadas já haviam divulgado alertas com recomendações de segurança para brasileiros na região. São elas:
Embaixada em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos;
Embaixada em Doha, no Catar;
Embaixada no Kuwait; e
Embaixada no Bahrein.
O dia decisivo na guerra
Donald Trump
Jonathan Ernst/Reuters
Esta terça-feira pode ser considerada quase que 'o dia D' para o conflito no Oriente Médio. Isso porque Trump chegou a dizer em um post na Truth Social que 'uma civilização inteira morrerá esta noite', enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, país que atua como mediador das negociações, pediu ao presidente dos EUA que adie o prazo dado a Teerã em duas semanas.
Já a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica, um dos braços militares mais poderosos do Irã, disse que irá mobilizar a partir de agora "lançadores duplos de mísseis", capazes de desferir o dobro dos equipamentos usados até agora nos confrontos. A informação é da agência semioficial iraniana Tasnim.
Em entrevista à agência Reuters, uma autoridade iraniana de alto escalão afirmou que o país não vai reabrir Ormuz em troca de "promessas vazias" e ameaçou fechar também a via marítima de Bab el-Mandeb, "se a situação sair do controle". Esta é a única alternativa marítima ao fechamento de Ormuz, conectando o Oceano Índico ao Mar Vermelho.
A autoridade iraniana ameaçou ainda deixar "todo o Oriente Médio no escuro" se os EUA atacarem as usinas de energia do Irã.
Veja, abaixo, o que ocorreu nesta terça:
Antes mesmo do ultimato expirar, os EUA já atacaram a estratégica ilha de Kharg, no Irã, segundo o vice-presidente J.D. Vance. Kharg, que estoca cerca de 90% de todo o petróleo produzido no Irã, foi atacada pela 2ª vez na guerra, mas sua infraestrutura petrolífera foi poupada novamente;
Israel também não esperou o prazo e anunciou ter feito "amplos ataques" ao redor do território iraniano nesta terça, atingindo pontes, trens, aeroportos e edifícios. Entre os alvos estão uma ponte em Qom, uma das maiores cidades do país. Uma petroquímica em Shihaz também foi atingida;
Várias explosões atingiram Teerã, e uma delas matou 9 pessoas, segundo a mídia local. Israel pediu que iranianos não viajem em trens, e ataques a ferrovias já foram registrados;
O Irã revidou. Convocou a população a formar escudos humanos ao redor de usinas e anunciou que a época 'de boa vizinhança' com países do Golfo acabou e que abandonará qualquer contenção em novos ataques.