Eleições 2026: mapa mostra divisão do eleitorado brasileiro por estado
20/07/2026
(Foto: Reprodução) Dados divulgados nesta segunda-feira (20) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram um raio X do eleitorado brasileiro, formado por 158,7 milhões de pessoas aptas a votar neste ano.
Alguns números:
O número total cresceu 1,4% na comparação com 2022. São cerca de 2,3 milhões de eleitores a mais em quatro anos.
O eleitorado da Região Norte foi o que mais cresceu proporcionalmente, com uma alta de 4,37%.
São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, enquanto Roraima tem o menor contingente, com 401,6 mil.
As mulheres são maioria: 83 milhões de eleitoras, ou 52,8% dos registros com gênero informado, ante 74 milhões de homens, 47% do total.
Caiu o número de eleitores jovens e aumentou a quantidade de 60+.
A faixa etária de 40 a 44 anos é a mais numerosa em 17 estados.
Quanto ao grau de escolaridade, o ensino médio completo é predominante em 22.
Na comparação com 2022, São Paulo perdeu 563,6 mil eleitores, e sua participação no eleitorado nacional recuou 0,68 ponto percentual — de 22,16% para 21,48%.
Já o eleitorado no exterior ganhou 221,8 mil pessoas, uma alta de 31,82%, e passou de 0,45% para 0,58% do total. No exterior, o voto é só para presidente da República.
O mapa abaixo mostra a divisão do eleitorado brasileiro por estado, em números absolutos, e a proporção em relação ao total.
Mapa mostra divisão do eleitorado brasileiro por estados
Kayan Albertin/g1
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Os dados do TSE trazem também recortes sobre inclusão no cadastro eleitoral. O Rio Grande do Norte tem a maior proporção de eleitores que declararam deficiência (1,6%), enquanto São Paulo concentra o maior número de registros de nome social, usado por pessoas trans e travestis para se identificarem e serem reconhecidas socialmente: são 12.669.
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Em todos os estados, as mulheres são maioria no eleitorado. A maior proporção foi registrada no Tocantins, com 57,43%. Veja no gráfico abaixo.
Mulheres são maioria no eleitorado de todos os estados, mostram dados do TSE
Kayan Albertin/g1
SP segue com mais de 1 em cada 5 eleitores
São Paulo tem o maior eleitorado do país, o equivalente a 21,5% do total nacional. Em seguida, aparecem Minas Gerais (16,4 milhões), Rio de Janeiro (12,9 milhões) e Bahia (11,3 milhões).
Somados, os quatro maiores colégios reúnem 74,7 milhões de pessoas, ou 47% de todo o eleitorado brasileiro.
Roraima tem o menor eleitorado, com 401,6 mil pessoas. Amapá (577,7 mil) e Acre (614,6 mil) completam a lista dos três menores.
Faixa de 40 a 44 anos predomina em 17 estados
Os eleitores de 40 a 44 anos formam o maior grupo etário em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Paraíba, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Rondônia.
A faixa de 25 a 29 anos é a mais numerosa no Pará, no Maranhão, no Amazonas, em Alagoas, Sergipe, no Tocantins, no Acre, no Amapá e em Roraima.
O Ceará é o único estado em que os eleitores de 30 a 34 anos formam o maior grupo.
Ensino médio completo é predominante em 22 estados
O ensino médio completo é o grau de instrução mais comum entre os eleitores de 22 unidades da federação.
As exceções são Rio Grande do Sul, Paraíba, Piauí, Alagoas e Sergipe, onde o maior grupo é formado por eleitores com ensino fundamental incompleto.
São Paulo tem o maior número absoluto de eleitores com ensino médio completo: 11,4 milhões. Minas Gerais aparece em seguida, com 4,1 milhões; Rio de Janeiro, com 3,3 milhões; e Bahia, com 3,2 milhões.
Entre os brasileiros cadastrados para votar no exterior, o ensino superior completo é a escolaridade mais comum, informada por 353,5 mil pessoas.
Quase 8 em cada 10 eleitores não têm raça ou cor informada
A raça ou cor aparece como “não informada” no cadastro de 126 milhões de eleitores, o equivalente a 79,38% do total.
Entre os cadastros com essa informação, a raça ou cor parda é a mais frequente, com 16,9 milhões de eleitores.
Em seguida aparecem branca, com 11,7 milhões; preta, com 3,6 milhões; indígena, com 287,2 mil; e amarela, com 229,5 mil.
Rio Grande do Norte tem maior proporção de eleitores com deficiência
A base do TSE contabiliza 1,97 milhão de eleitores que declararam alguma deficiência. São Paulo lidera em números absolutos, com 511 mil registros, seguido por Minas Gerais, com 211 mil, e Rio de Janeiro, com 141,4 mil.
Proporcionalmente, porém, o Rio Grande do Norte ocupa a primeira posição: 1,60% de seu eleitorado declarou alguma deficiência. Depois aparecem Pará, com 1,59%; Espírito Santo, com 1,58%; Tocantins, com 1,53%; e São Paulo, com 1,50%.
Goiás tem o menor percentual, com 0,83%, seguido por Santa Catarina, com 0,86%, e Bahia, com 0,90%.
Os números correspondem às informações declaradas e registradas no cadastro eleitoral e podem não representar a quantidade total de pessoas com deficiência em cada estado.
Mais de 40 mil eleitores utilizam nome social
No cadastro eleitoral, o nome social é aquele pelo qual pessoas trans e travestis se identificam e são reconhecidas socialmente. Ao todo, 40.155 eleitores fizeram essa opção no Brasil.
São Paulo tem o maior número absoluto, com 12.669 registros — quase um terço do total nacional.
Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com 3.658; Minas Gerais, com 3.271; Ceará, com 2.483; Rio Grande do Sul, com 2.338; Paraná, com 2.221; e Bahia, com 1.979.
Entre os brasileiros aptos a votar no exterior, 369 utilizam nome social.
Eleitorado no exterior chega a 918,8 mil
O número de brasileiros aptos a votar no exterior passou de 697.078, em 2022, para cerca de 918,8 mil, em 2026. O aumento foi de 221,8 mil eleitores, o equivalente a 31,82%.
Com esse crescimento, a participação do exterior no eleitorado brasileiro subiu de 0,45% para 0,58% — avanço de 0,13 ponto percentual.
Nesse grupo, a faixa de 40 a 44 anos é a mais numerosa, com cerca de 125 mil pessoas. Diferentemente do perfil predominante nos estados, o ensino superior completo é a escolaridade mais comum, com 353.484 registros.
A base também contabiliza cerca de 6,6 mil eleitores com deficiência e 369 pessoas que utilizam nome social.