Drogas, surto psicótico e asfixia: entenda o que teria matado o estudante brasileiro de medicina na Bolívia

  • 30/08/2025
(Foto: Reprodução)
Igor Rafael Oliveira Souza, de 32 anos, morreu na Bolívia; família acredita em surto psicótico e truculência de guardas Arquivo pessoal/Reprodução O estudante brasileiro Igor Rafael Oliveira Souza, de 32 anos, morreu na terça-feira (26) em Santa Cruz de La Sierra, cidade a 550 quilômetros da capital La Paz, na Bolívia. Ele cursava o último período de medicina em uma faculdade boliviana – segundo a família, o estudante vivia no exterior desde 2015. A polícia da Bolívia investiga o caso e, segundo a investigação: Uma câmera de segurança registrou que Igor entrou, aparentemente desorientado, em uma papelaria no bairro Equipetrol, em Santa Cruz de la Sierra (veja imagem abaixo). Minutos depois, outra câmera gravou Igor caído em uma calçada, já sem vida. Câmera de segurança mostra Igor Rafael em aparente surto, instantes antes de morrer na Bolívia Arquivo pessoal/Reprodução As imagens foram divulgadas pela imprensa local boliviana e enviadas pela família de Igor à TV Globo. Nelas, uma autoridade não identificada fala em uma possível morte por asfixia. Segundo a família, ele foi imobilizado por guardas de uma escola alemã próxima à região. A mãe de Igor, a professora aposentada Neidimar Oliveira Souza afirmou à TV Globo que o filho estava com depressão e começou a usar drogas. "A saúde mental dele foi muito afetada e ele precisava de ajuda. A gente estava providenciando para que ele viesse embora e fizesse um tratamento aqui no Brasil", relatou Neidimar. A família acredita que Igor Rafael Souza tenha entrado em um surto psicótico e saído pelas ruas pedindo ajuda, por acreditar que estava sendo perseguido. "Ele surtou no prédio onde ele morava pedindo ajuda. O pessoal chamou os guardas de uma escola alemã e esses guardas mataram meu filho asfixiado", diz a mãe. Estudante brasileiro morre após aparente surto na Bolívia; família tenta trazer corpo Itamaraty acompanha caso O Ministério das Relações Exteriores informou à TV Globo, em nota, que "tem conhecimento do caso e presta a assistência consular à família do brasileiro". O Brasil tem um consulado-geral em Santa Cruz de la Sierra, mesma cidade onde a morte foi registrada. Na nota, o Itamaraty não detalha a assistência prestada e não diz se pretende custear o traslado do corpo. Diz apenas que "a atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional". Família vai à Bolívia Igor Rafael e a mãe, Neidimar Oliveira, em imagem de arquivo Arquivo pessoal/Reprodução A família de Igor mora no Gama, no Distrito Federal, e planeja viajar para a Bolívia neste domingo (31) para resolver os trâmites burocráticos e cobrar explicações das autoridades. Uma ex-namorada do estudante, que mora na Bolívia, afirmou a Neidimar que os guardas chegaram a amarrar as mãos de Igor – e que, quando a ambulância chegou para o resgate, ele já estava sem pulsação. Sem condições para trazer o corpo do filho para o Brasil, ela tenta arrecadar dinheiro com amigos e vizinhos para o translado e funeral. Neidimar chegou a procurar o Itamaraty para pedir ajuda, mas sem sucesso. "É muito caro, são mais de R$ 26 mil para o traslado. Eu vou fazer o possível sim para trazê-lo", afirmou. Até a tarde desta sexta, a vaquinha tinha arrecadado pouco mais de R$ 4,5 mil. Translado de corpos do exterior para o Brasil Após a morte da brasileira Juliana Marins, de 26 anos, que caiu de um penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alterou o decreto que impede o governo federal de custear para o Brasil o translado de cidadãos mortos no exterior. Segundo a nova regra, fatores como dificuldades financeiras e mortes que causam comoção são exceções – e podem levar o Ministério das Relações Exteriores a custear o traslado. O texto estabelece as seguintes condições: A família comprovar incapacidade financeira para o custeio das despesas com o translado. As despesas com o translado não estarem cobertas por seguro da pessoa que morreu. O falecimento ocorrer em circunstâncias que causem comoção. Haver disponibilidade orçamentária e financeira. Até então, a legislação sobre as situações em que os cidadãos brasileiros têm direito à assistência consular fora do país estabelecia que o apoio incluía o acompanhamento em casos de acidentes, hospitalização, falecimento e prisão no exterior. No entanto, a norma deixava claro que o governo federal não arcava com despesas relacionadas ao sepultamento e translado de corpos de cidadãos falecidos no exterior, nem com custos de hospitalização. Veja mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2025/08/30/drogas-surto-psicotico-e-asfixia-entenda-o-que-teria-matado-o-estudante-brasileiro-de-medicina-na-bolivia.ghtml


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