Criança de 5 anos detida por agentes de imigração nos EUA está 'deprimida e triste', diz congressista
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Liam Conejo Ramos, de 5 anos, é detido por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) após chegar em casa da pré-escola, na terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Ali Daniels via AP
O menino equatoriano de cinco anos que foi detido em Minneapolis, nos Estados Unidos, por agentes de imigração do governo Trump está "deprimido e triste", informou na quarta-feira (28) o deputado democrata Joaquín Castro após visitá-lo em um centro de detenção no Texas.
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Liam Conejo Ramos, de cinco anos, e seu pai, Adrian Conejo Arias, foram detidos em 20 de janeiro por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) na porta de casa, em Minneapolis, quando o menino voltava da escola. As imagens da detenção, em que Liam Conejo usava um gorro azul com orelhas de coelho e uma mochila do Homem-Aranha, rodaram o mundo.
As detenções do menino equatoriano e seu pai ocorreram em meio a uma ampla operação anti-imigração no estado de Minnesota ordenadas pelo governo de Donald Trump. Durante as operações, concentradas em Minneapolis e Saint Paul, dois cidadãos norte-americanos foram mortos a tiros por agentes federais, o que desencadeou uma crise nos EUA.
O menino de cinco anos e seu pai foram levados a um centro de detenção para famílias migrantes de Dilley, no Texas, a mais de 1.800 km de Minneapolis. Joaquín Castro, que é deputado pelo Texas, visitou os dois e disse estar preocupado com a saúde mental de Liam.
"O pai diz que (o menino) não é o mesmo, que está dormindo muito porque está deprimido e triste", afirmou o representante democrata pelo Texas em um vídeo publicado na rede social X. Ainda segundo Castro, Liam não está se sentindo bem, dorme apenas no colo do pai e está resfriado.
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O congressista argumenta que a família está no país em situação legal e que ambos deveriam ser liberados. "Estou preocupado com a saúde mental dele", acrescentou Castro.
Na terça-feira, um juiz federal bloqueou temporariamente a possibilidade de deportação de Liam e seu pai. Segundo a imprensa local, ambos têm um processo pendente em um tribunal de imigração.
O juiz também impediu a transferência dos dois do centro de detenção de Dilley, local para onde são levadas famílias migrantes com filhos menores de idade detidas sob acusações de violação das leis de entrada no país.
Mais de 100 pessoas protestaram na quarta-feira diante do centro de detenção, mas a manifestação foi dispersada com gás lacrimogêneo pelas forças de segurança.