Conselho de Segurança da ONU vota uso de força em Ormuz; Irã fala em 'ação provocativa'

  • 03/04/2026
(Foto: Reprodução)
Países do Golfo defendem uso da força para reabertura do Estreito de Ormuz Diante de amaeças do Irã, o Conselho de Segurança da ONU pode votar nesta sexta-feira (3) uma resolução proposta pelo Bahrein para permitir o uso da força para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, segundo diplomatas. A resolução estipula que países podem usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial. No entanto, China, Rússia e França —que têm poder de veto por serem membros permanentes do conselho — se opõem à autorização de qualquer uso da força na região, o que coloca em dúvida a aprovação do texto. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp A votação foi uma proposta do Bahrein, um dos países do Golfo Pérsico que têm sido alvos diários dos ataques retaliatórios do Irã (leia mais abaixo). Ainda não havia previsão de horário para a votação até a última atualização desta reportagem, e diplomatas disseram à agência de notícias Reuters que a sessão poderia ser adiada. Mas o Irã já reagiu à votação. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que uma aprovação do uso da força por parte da ONU será considerada "uma ação provocativa". “Qualquer ação provocativa por parte dos agressores e seus apoiadores, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, em relação à situação no Estreito de Ormuz, só irá complicar ainda mais a situação”, declarou Araghchi. 👉 Situado na costa do Irã, o Estreito de Ormuz é um dos principais corredores marítimos para a navegação de petróleo mundial. Por lá, passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo, vindo de grandes produtores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait e Catar. O estreito tem sido um dos grandes pontos de tensão da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que controla a maior parte do canal e tem atacado navios que passam por lá, além de implantar minas navais. A crise tem causado altas históricas no preço do barril de petróleo, que chegou a US$ 109 na quinta-feira (2). Resolução A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, ao centro, discursa durante uma cúpula virtual no Ministério das Relações Exteriores e da Commonwealth, em Londres, na quinta-feira, 2 de abril de 2026, com cerca de 35 países para discutir formas de reabrir o Estreito de Ormuz. Leon Neal/Pool via AP Diplomatas disseram que o Bahrein, atual presidente do Conselho, sugeriu a resolução. O texto prevê a aplicação das medidas por pelo menos seis meses. Ainda assim, a proposta enfrenta forte resistência. O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que autorizar contra-ataques “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força” e levaria a uma escalada com “graves consequências”. Segundo o jornal norte-americano "The New York Times", o ponto central da discordância é um trecho que autoriza países a usar “todos os meios necessários” para garantir a passagem e impedir tentativas de bloqueio do estreito. 👉 Uma resolução do Conselho de Segurança precisa de ao menos nove votos favoráveis e não pode sofrer veto de nenhum dos cinco membros permanentes: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Pedido do Bahrein Infográfico mostra Estreito de Ormuz TV Globo/Reprodução O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, afirmou que a “tentativa ilegal e injustificada” do Irã de controlar a navegação ameaça interesses globais e exige uma “resposta decisiva”. Segundo ele, o país também teria atacado estruturas civis, como aeroportos e portos. Analistas avaliam que a resolução liderada pelo Bahrein tem mais peso simbólico do que prático, já que os países do Golfo têm capacidade militar limitada e dependem fortemente do apoio dos Estados Unidos. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou a ideia de reabrir o estreito pela força. Ele classificou a proposta como “irrealista”, alertando para os riscos de ataques e para a presença de mísseis e forças da Guarda Revolucionária iraniana na região. Enquanto isso, os Estados Unidos afirmam que continuarão os ataques, mas ainda não apresentaram um plano claro para reabrir o estreito — o que tem alimentado novas altas nos preços do petróleo e preocupações sobre a segurança da navegação internacional.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/04/03/onu-vota-uso-de-forca-em-ormuz-china-russia-e-franca-se-opoem.ghtml


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