Comissão da Câmara aprova proposta que muda cálculo do IPVA e prevê cobrança com base no peso do veículo
09/07/2026
(Foto: Reprodução) A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (8) uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a forma de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
💵 A proposta prevê que o imposto deixe de ser calculado com base no valor de mercado do veículo e passe a considerar apenas o peso do automóvel.
Atualmente, o IPVA é cobrado pelos estados com base no valor de mercado dos veículos, geralmente tomando como referência a Tabela Fipe. As alíquotas variam de acordo com cada estado e costumam ficar entre 1% e 4%.
🔎 Ainda há um longo caminho antes de uma possível aprovação definitiva do texto. A PEC seguirá agora para uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Se aprovada, ainda precisará passar por votação em dois turnos no plenário da Casa antes de seguir para análise do Senado Federal.
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Pela PEC, o valor do imposto também não poderá ultrapassar 1% do preço de venda do veículo.
O texto, de autoria do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP), ainda autoriza os estados a concederem descontos para automóveis considerados menos poluentes.
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Divulgação/Sefaz AM
Argumentos
O relator da proposta na CCJ, deputado Rodrigo de Castro (União Brasil-MG), apresentou parecer favorável à matéria.
Segundo ele, a análise feita pela comissão se limitou aos aspectos constitucionais e jurídicos da proposta, sem examinar seus efeitos práticos ou fiscais.
De acordo com o relator, questões como eventual impacto na arrecadação dos estados, repercussões sobre a autonomia financeira dos entes federativos e possíveis regras de transição deverão ser discutidas na comissão especial que analisará o mérito da PEC.
A proposta recebeu críticas de parlamentares da oposição. O deputado Helder Salomão (PT-ES) argumentou que a mudança pode gerar distorções ao vincular a cobrança apenas ao peso dos veículos.
Os autores da PEC argumentam que o modelo atual do IPVA é uma "anomalia" por tributar continuamente um bem que perde valor ao longo do tempo.
Eles citam exemplos de países como os Estados Unidos e o Japão, onde a cobrança leva em conta características físicas dos veículos, como peso e impacto sobre a infraestrutura viária.