Com maiores bancadas no Congresso, PL de Flávio Bolsonaro triplica cota do Fundo Eleitoral em 4 anos

  • 20/06/2026
(Foto: Reprodução)
O PL de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, tem as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado e, neste ano, vai receber a maior cota do Fundo Eleitoral, usado para custear as campanhas de candidatos. Serão R$ 881,6 milhões. A parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha destinada ao PL neste ano triplicou na comparação com 2022, quando o partido recebeu R$ 268,1 milhões. O montante que o PL vai receber equivale a 17,7% do total de R$ 4,96 bilhões do Fundo Eleitoral de 2026. Embora o valor total tenha permanecido o mesmo dos últimos pleitos, a divisão entre os partidos mudou. Detentores das maiores bancadas na Câmara, PL e PT serão os principais beneficiários do fundo público, e seis siglas devem ficar com 65% do montante. Agora no g1 Logo atrás do PL, em 2026, aparece o PT, com R$ 615,3 milhões, ou 12,4% do total. O valor é 23% superior ao recebido em 2022, quando o partido teve acesso a R$ 499,6 milhões. O PT é o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição. Completam o grupo das legendas que receberão mais de R$ 400 milhões: União Brasil: R$ 526,2 milhões; PSD: R$ 421 milhões; PP: R$ 417 milhões; MDB: R$ 400 milhões. Juntos, os seis maiores partidos concentram 65% de todo o Fundo Eleitoral, deixando os 35% restantes para outras 24 legendas. A lógica do "voto que vale dinheiro" A disparidade na distribuição dos recursos está diretamente ligada às regras estabelecidas pela legislação eleitoral. Criado em 2017, após o Supremo Tribunal Federal (STF) proibir doações de empresas para campanhas, o Fundo Eleitoral passou a funcionar como mecanismo público de financiamento das disputas eleitorais. Os recursos são liberados apenas em anos de eleição e têm seu valor definido pela Lei Orçamentária Anual. A divisão entre os partidos segue quatro critérios: 2% distribuídos igualmente entre todas as legendas registradas; 35% conforme a votação obtida para a Câmara dos Deputados; 48% de acordo com o número de deputados federais eleitos (incluindo efeitos de fusões e incorporações); 15% conforme a representação no Senado Federal. Na prática, quanto mais votos um partido recebe e mais parlamentares elege, maior tende a ser sua fatia do fundo na eleição seguinte. Segundo o professor de Direito Eleitoral Bruno Lorencini, esse modelo fortalece a estrutura das maiores siglas, que passam a contar com mais recursos para investir em viagens, equipes e capilaridade eleitoral. Para dez partidos sem representação na Câmara dos Deputados e no Senado, a única parcela disponível é a dos 2% distribuídos igualmente entre todas as legendas. Partidos perderam espaço na divisão dos recursos Entre as eleições de 2022 e 2026, 12 legendas perderam participação percentual na distribuição do Fundo Eleitoral: Partido Verde (PV); PMN (Mobiliza); Solidariedade; Partido Comunista do Brasil (PCdoB); União Brasil; Cidadania; Partido Democrático Trabalhista (PDT); Partido Socialista Brasileiro (PSB); Rede; Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB); Novo; Democracia Cristã (DC); Agir. Quem mais perdeu percentual na distribuição foi o Agir: com R$ 23 milhões destinados na distribuição de 2022, esse ano só terá acesso à cota de 2% que é distribuída igualmente a todos os partidos registrados no TSE. 📱 Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça Outra redução significativa ocorreu com o União Brasil. Apesar de continuar entre os maiores beneficiários do fundo, sendo o terceiro partido que mais receberá recursos em 2026, a legenda liderava a distribuição em 2022, quando recebeu R$ 776 milhões, cerca de 16% do total. Fusões e mudanças de nome alteraram cenário partidário O mapa partidário brasileiro também mudou entre as eleições de 2022 e 2026. Quatro siglas deixaram de existir após processos de fusão ou incorporação: PTB e Patriota se fundiram em 2023, dando origem ao Partido Renovação Democrática (PRD); PROS foi incorporado ao Solidariedade; PSC foi incorporado ao Podemos. Além disso, duas legendas mudaram de nome no período: Partido da Mulher Brasileira (PMB) passou a se chamar Democrata; Partido da Mobilização Nacional (PMN) adotou o nome Mobiliza. Veja abaixo a distribuição completa do Fundo Eleitoral para 2026: Distribuição do Fundo Eleitoral para 2026 Alberto Correa - Arte/g1 Urna eletrônica Elza Fiuza/Agência Brasil

FONTE: https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2026/noticia/2026/06/20/fundo-eleitoral-partidos-2026.ghtml


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