Chefe do instituto que mede a inflação na Argentina renuncia
02/02/2026
(Foto: Reprodução) Economista Marco Lavagna, chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) da Argentina.
Reprodução/YouTube
O chefe do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec), responsável por medir a inflação na Argentina, renunciou nesta segunda-feira (2) ao cargo que ocupava desde 2019, segundo uma fonte da instituição.
Marco Lavagna deixou o cargo após comandar mudanças na forma como a inflação é calculada no país. O primeiro índice com as novas regras será divulgado em 10 de fevereiro. Os motivos da saída dele não foram divulgados.
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"Consideramos a renúncia, apenas oito dias antes da divulgação do novo índice, extremamente surpreendente", disse Raúl Llaneza, representante dos trabalhadores do Indec.
"Exigimos um Indec independente do poder político", declarou ao jornal La Nación.
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Lavagna é um economista próximo ao líder da oposição peronista e ex-candidato à presidência, Sergio Massa.
Sua permanência à frente do Indec, iniciada quando o presidente ultraliberal argentino Javier Milei assumiu o cargo, em dezembro de 2023, representou um marco de transparência e credibilidade para a instituição responsável por divulgar os dados de inflação — cuja desaceleração o governo aponta como sua principal conquista.
A inflação recuou de 211,4% em 2023 — ano em que Milei desvalorizou o peso pela metade — para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos.
No entanto, a última medição, de dezembro, mostrou que os preços subiram 2,8%, uma tendência de alta que começou em junho do ano passado.
Esses números correspondem à medição antiga, que foi atualizada para refletir com mais precisão as variações de preços na cesta de consumo, onde os gastos com moradia e serviços públicos têm um impacto maior.
A metodologia anterior utilizava uma cesta de preços de 2004, sem considerar despesas com serviços de telefonia móvel, internet ou TV a cabo, entre outros.
ENTENDA NA REPORTAGEM ABAIXO:
A nova metodologia será baseada na pesquisa de renda e gastos das famílias de 2017-2018 e será ajustada às recomendações internacionais, segundo a agência.
No final de 2025, houve várias renúncias no Indec em meio a um conflito sobre os baixos salários.
Notas de pesos, na Argentina.
Reuters