Chanceler do Irã diz que negociações com os EUA avançaram e abriram caminho para acordo nuclear

  • 17/02/2026
(Foto: Reprodução)
Ali Khamenei e Donald Trump Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci Os Estados Unidos e o Irã avançaram nas negociações nucleares em reunião nesta terça-feira (17) e o caminho para um acordo está aberto, afirmou o ministro das relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp "Chegamos a um entendimento sobre os principais termos com os EUA. Houve bons avanços em comparação com a rodada anterior (...) Uma nova oportunidade foi aberta, estamos otimistas que as negociações levarão a uma solução sustentável", afirmou Araqchi. Agora, segundo o chanceler iraniano, ambos os países trabalharão nos próximos dias em documentos de um eventual acordo. Araqchi não deu detalhes sobre o que foi acordado com os EUA, mas focou nos avanços e não quis cravar um acordo: "Isso não significa que chegaremos a um acordo em breve, mas o caminho foi aberto", afirmou. Ao mesmo tempo, o chanceler iraniano disse que "qualquer acordo sustentável deve garantir o reconhecimento pleno dos direitos do Irã". O governo Trump não se manifestou de forma oficial após o encontro em Genebra até a última atualização desta reportagem. Os avanços ocorreram em encontro entre negociadores dos EUA e do Irã, que ocorreu em Genebra, na Suíça, e durou pouco mais de três horas. O enviado especial Steve Witkoff e o genro de Trump, Jared Kushner, participaram pelos EUA, e Araqchi encabeçou a delegação iraniana. O Omã mediou as tratativas. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Os EUA e o Irã estão negociando limitações ao programa nuclear iraniano. As tratativas foram motivadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, que protagoniza uma escalada de tensões e militar entre os dois países. Ele ameaça atacar o país do Oriente Médio caso as negociações fracassem (leia mais abaixo). Antes da reunião, o Irã pediu que os EUA "evitassem exigências fora da realidade", segundo afirmou nesta terça uma autoridade iraniana de alto escalão à agência de notícias Reuters. A autoridade disse também que o país iria para as conversas com propostas "genuínas e construtivas". Ao mesmo tempo, os iranianos também disseram nesta terça que a retirada das sanções impostas ao país é "indissociável" de qualquer acordo com os EUA. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira que estaria envolvido “indiretamente” nas conversas em Genebra e que acredita que Teerã quer fechar um acordo, e voltou a ameaçar o Irã caso não haja acordo. "Estarei envolvido indiretamente nas negociações, vamos ver o que vai acontecer. Acho que eles são maus negociadores, porque poderíamos ter tido um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. “Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, concluiu. O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira que Trump não conseguirá derrubar seu regime e ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado nas águas do Mar Arábico em alcance de um eventual ataque ao Irã. Segundo o jornal norte-americano "The Wall Street Journal", o Irã iria oferecer aos EUA na reunião interromper o enriquecimento de urânio durante três anos e transferir seu estoque de urânio enriquecido para outro país, como seu aliado Rússia, em troca da retirada de sanções. Ainda não se sabe, até a última atualização desta reportagem, se isso ocorreu. LEIA TAMBÉM: Khamenei diz que Trump não conseguirá derrubá-lo e ameaça afundar porta-aviões dos EUA Imagens revelam aumento de navios de guerra e caças dos EUA no Oriente Médio às vésperas de reunião com o Irã Irã fecha parcialmente o Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com EUA Negociação nuclear e tensão militar Manifestantes a favor do príncipe herdeiro do Irã, em Munique. Ebrahim Noroozi/AP O primeiro, no início do mês em Omã, teve "atmosfera muito positiva" e os países retomam as tratativas após consultas internas. As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear. A principal autoridade nuclear iraniana afirmou nesta semana que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear. O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região. A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na segunda-feira que faria novos exercícios militares no Estreito de Ormuz, o que elevou as tensões com as tropas dos EUA que estão estacionadas na região. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta segunda que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais. O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares.

FONTE: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2026/02/17/eua-ira-retomam-negociacoes-nucleares-genebra.ghtml


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